Apoio do episcopado cubano à manutenção do regime castrista (II)
Dissidentes cubanos denunciam colaboração da Hierarquia católica do país e de líderes populistas latino-americanos com a ditadura e pedem ao Ocidente mais rigor contra o regime marxista
Luis Dufaur
Carta a Bento XVI

Dramática omissão do episcopado cubano na condenação do comunismo. Foto, o secretário de Estado de S.S. Bento XVI, Cardeal Bertone, e Raúl Castro. Essa omissão vai além mar!?
A dramaticidade das denúncias atingiu um ápice quando os dissidentes enviaram carta a Bento XVI denunciando a cooperação do episcopado cubano com a cruel ditadura castrista.
Assinada por 165 deles (a maioria reside ainda em Cuba) e entregue à Nunciatura Apostólica em Havana, a carta afirma respeitosamente: “Não estamos de acordo com a atitude da hierarquia eclesiástica cubana em sua intervenção quanto aos presos políticos, ela é lamentável e de fato vergonhosa”.
Informa ao Santo Padre que “a situação de repressão, hostilização e detenções arbitrárias recrudesceu”, e como exemplo aponta que o regime proibiu “Reina Luisa Tamayo Dánger, mãe do assassinado Orlando Zapata” de assistir à missa; e que “a hierarquia eclesiástica dessa província foi visitá-la para pedir que fizesse precisamente o que o governo desejava”.
Prossegue a carta: “Respeitamos a solicitude da Igreja para que cesse o ‘bloqueio’, mas, por que ela não pede também publicamente que cesse o embargo que a ditadura aplica pela tirania a todo o povo cubano? Ele permanece há mais de 50 anos, e inclui as liberdades que a Igreja poderia desfrutar”. Leia mais…









