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Textos com Etiquetas ‘Agronegócio’

Limitação da propriedade rural ou estupidez? (I)

21, outubro, 2010 3 comentários

“Sozinho produzo comida para 100 mil pessoas!”

Hélio Brambilla

Colheita do feijão em Caupi

Soa como boa música as palavras deste desbravador que se ufana de alimentar tanta gente. Ele não fala com orgulho, mas com altivez. Secundado pela família e pelos funcionários, atinge índices impressionantes de produtividade.

Na verdade, um amigo me informara que uns mega-caminhões – 18 de uma só vez – carregaram numa determinada fazenda cerca de mil toneladas de feijão.

Os motoristas – que tinham almoçado com os 1.300 funcionários do local – comentaram ter comido muito bem. A excelente qualidade do que é servido advém da supervisão de nutricionistas.

Com freqüência o proprietário almoça com os seus funcionários, assiste com eles às missas que marcam o início da safra, e participam com as respectivas famílias das “quadrilhas de São João”. Enquanto isso, outras quadrilhas – estas sem aspas – dançam alhures o “forroubo” com o dinheiro do povo. Leia mais…

Condenação ideológica ao agronegocio?

26, setembro, 2010 7 comentários

Por quê?

Mais uma vez o Agronegócio salvará o Brasil. Por que condená-lo?!

Em ano ruim, o agronegócio poderá salvar as contas externas do País. A exportação de cana trará us$ 12 bi, a de laranja, us$ 2 bi, a de carne bovina, us$ 5 bi, a de café, us$ 5 bi.

É provável que o agronegócio traga mais de us$ 70 bi ao país neste ano. Quero compartilhar com o leitor da Folha um incômodo.

Por interesses distintos e por falta de conhecimento, insiste-se em contrapor no Brasil três coisas que não são contrapostas e que atrapalham nosso planejamento e nosso desenvolvimento.

A primeira é “agricultura contra ambiente” ou “ruralistas contra ambientalistas”. O agricultor tem de ser ambientalista.

A segunda é “agricultura familiar contra agricultura empresarial”. Passa a impressão de que, se é familiar, não pode ser empresarial.

Se é assentado, o agricultor não pode ser competitivo.No Brasil, existe uma só agricultura, a líder mundial. Leia mais…

Índices de produtividade

3, setembro, 2010 5 comentários

Um absurdo econômico

Mais uma tentativa de arruinar o Agronegócio brasileiro, umas das maiores fontes de renda do Brasil.

Não existe absolutamente nenhuma justificação econômico-social para que o estado imponha índices de produtividade ao proprietário rural sob pena de expropriação.

No Brasil, o mercado de produtos agropecuários é altamente competitivo e abastece a população em abundância, gerando, ademais, um significativo volume de divisas indispensável para o desenvolvimento do País.

Mais ainda, o setor agropecuário tem sido uma verdadeira âncora no controle da inflação e na estabilização da economia brasileira. Assim, pode-se afirmar que o setor agropecuário tem sido modelo no cumprimento de sua função social no conjunto da atividade econômica do Brasil.

O fato de que produtores individuais, eventualmente, não atinjam os índices mínimos exigidos pelo Estado, nada tem de errado. Situações de mercado, disponibilidade de financiamentos, restrições climáticas, aspectos técnicos, etc podem levar a um produtor a não aproveitar toda sua “capacidade instalada”, como acontece em qualquer atividade produtiva. Leia mais…

O que certos brasileiros deveriam aprender

1, setembro, 2010 5 comentários

Nilo Fujimoto

A revista britânica “The Economist” destaca na edição de 26/08/2010 que o Brasil se tornou “o primeiro gigante tropical de agricultura” e o que mais a surpreendeu foi a “maneira” (1) como o Brasil alcançou aquele fato relevante.

A revista constatou que a “maneira” foi alcançar a auto-suficiência abrindo o mercado agropecuário e deixando os fazendeiros ineficientes serem excluídos pela competição; não dar subsídios, como é prática nos países desenvolvidos; e desenvolver novas práticas agrícolas e de cultivo através da fundação, em 26 de abril de 1973 (na plena vigência do governo militar), da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Ao contrário dos movimentos “agro-pessimistas” e dos “eco-chatos” – propagadores do pensamento verde de que a agricultura boa é verde, pequena (familiar) e orgânica –, promoveu a monocultura com utilização intensa de fertilizantes químicos, sem preconceito em relação aos alimentos geneticamente modificados e baseado em grandes propriedades. Leia mais…

Grande mídia, até quando?

3, agosto, 2010 2 comentários

Brasil valoriza pouco seu agronegócio

Carlo Lovatelli

Uma vez por ano, geralmente na época da colheita de grãos entre janeiro e março, a mídia “descobre” e se espanta com a excelência do agronegócio brasileiro.

Imagens de produtores rurais pilotando suas colheitadeiras, filas de caminhões carregados de soja nos portos e silos lotados ganham as capas de revistas e as primeiras páginas dos grandes jornais do País.

Depois, as notícias sobre o campo ficam confinadas às páginas dos suplementos até a próxima grande safra, ou quando surge um assunto polêmico, como o Código Florestal.

O Brasil sempre deu as costas ao seu interior. Essa é a verdade. A grande imprensa, por desconhecimento ou preconceito, sempre tratou o setor de forma maniqueísta. Leia mais…

Agronegócio e o lado errado do binóculo (Final)

16, julho, 2010 1 comentário

Hélio Brambilla

De onde vem o dinheiro de nossas reservas?

Aí está a informação omitida: em boa parte, das sobras das exportações do agronegócio.

Num balanço geral, convém lembrar ainda que “a agricultura e pecuária foram responsáveis por 42% das exportações brasileiras em 2009” (“Sobe e Desce da Semana”, 24-2-10). O balanço final da década deverá também cumprir as estimativas prognosticadas pelos analistas e atingir os 400 bilhões de superávit.

O presidente Lula costuma propagar que o Brasil pagou sua dívida com o FMI, e que tem mais de US$ 200 bilhões de reservas. Mas se esquece de dizer de onde veio o dinheiro para isso. Aí está a informação omitida: em boa parte, das sobras das exportações do agronegócio.

Dívidas contraídas pelo governo federal
Outro ponto que o presidente evita mencionar é o custo das suas políticas sociais. Dados oficiais do CODIV (Coordenação Geral de Controle da Dívida Pública) mostram a evolução da dívida do Brasil.

Em janeiro de 1995, fim do governo Collor/Itamar, a dívida pública estava em R$ 31,668 bilhões. Quando Fernando Henrique Cardoso passou o governo para Lula, em dezembro de 2002, já alcançava R$ 557,205 bilhões. O atual governo quase triplicou a dívida, elevando-a para R$ 1.580 bilhões (Cfr. “O Estado de S. Paulo”, 21-5-10). Leia mais…

Agronegócio e o lado errado do binóculo (II)

15, julho, 2010 4 comentários

lio Brambilla

Agronegócio Brasileiro, nossa "galinha de ovos de Ouro"

“Não se mata a galinha dos ovos de ouro”
Não sem razão, e com a fina capacidade de observação francesa, o insuspeito jornal de esquerda “Le Monde”, como que passando um recado ao governo brasileiro, comentou em meados de 2009: “Lula compreendeu rapidamente que cometeria um erro grosseiro dando as costas ao poderoso setor do agronegócio. Mesmo em nome da justiça social e do acesso à terra… Não se mata a galinha dos ovos de ouro”.

Nesses últimos meses, por todo o Brasil ouvi repetida a expressão “São Pedro ajudou bastante”. Na linguagem coloquial dos ruralistas, isto significa que as chuvas foram abundantes, o que quase sempre concorre para o bom desempenho das atividades agropecuárias. Como conseqüência, esta será a maior safra de grãos da nossa história, e a próxima deverá superá-la. Leia mais…

Agronegócio e o lado errado do binóculo (I)

14, julho, 2010 2 comentários

As cifras do agronegócio no Brasil são robustas. Apesar de entraves burocráticos e dificuldades de toda ordem, ano a ano os recordes de produção são superados. Contrariamente aos interesses nacionais, vêm sendo favorecidos certos movimentos ditos sociais, que continuam ameaçando e podem pôr tudo a perder

Hélio Brambilla

Agrishows existem atualmente por todo o território nacional

Se numa cidade de 300 mil habitantes o MST conseguisse arrastar 30% da população para um evento favorável à Reforma Agrária, com certeza a notícia do fato seria estampada nas primeiras páginas dos nossos grandes periódicos, e até mesmo no exterior.
De fato, um terço da população de Maringá-PR — cidade que leva o título de capital ecológica do Brasil, por ter o maior índice de arborização por habitante — acorreu pressurosa e ufana a um grande evento.

Mas não se tratava de agitação esquerdista, e sim da recente exposição agropecuária, algo que fica nos antípodas do MST. E o leitor interessado terá de procurar muito, se deseja encontrar na imprensa alguma referência a essa grandiosa promoção do agronegócio.

Essa simples comparação nos leva a considerar no mínimo muito estranho tanto destaque a ações esquálidas como as do MST, enquanto se ignoram eventos de tão grande porte e importância como os do agronegócio. Leia mais…

Agropecuária eficiente

28, junho, 2010 2 comentários

Custo de alimentação dos mais baixos do mundo

Nos últimos 30 anos o peso da alimentação nos orçamentos familiares diminuiu seguidamente. Na média, passou de 33,9% em 1974-75 para 20,8% em 2002-2003 e 19,8% em 2008-2009.

Como pode faltar comida para mais de um terço das famílias, num país com uma agropecuária eficiente e competitiva e um custo de alimentação dos mais baixos do mundo? Esse paradoxo aparente é um dos aspectos mais notáveis da pesquisa.

Nos últimos 30 anos o peso da alimentação nos orçamentos familiares diminuiu seguidamente. Na média, passou de 33,9% em 1974-75 para 20,8% em 2002-2003 e 19,8% em 2008-2009.

Essa mudança refletiu tanto a elevação dos ganhos das famílias quanto a queda do preço relativo dos alimentos, consequência normal da produtividade crescente da agropecuária e da indústria processadora de comida.

O aumento de eficiência resultou da incorporação de tecnologias, criadas em boa parte pelos institutos nacionais de pesquisa, e das mudanças da política agrícola, com mais estímulos à competitividade e abandono dos controles de preços, tão inúteis quanto contraproducentes. Leia mais…

Agropecuária = pilar de estabilidade e segurança

11, junho, 2010 1 comentário
Nossa Senhora Aparecida, protegei a nossa Pátria
Hélio Branbila
Diante das ameaças, confiança e ação

Hoje, encerro esta série de contribuições para o Site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira . Quero relembrar, à guisa de epílogo, outros espantalhos de caráter ideológico que vêm tirando o sono de nossos empreendedores agropecuaristas: ameaça do MST; ameaça quilombola; ameaça indígena; ameaça dos ambientalistas; ameaça dos índices de produtividade

Em ano eleitoral, creio que a saída para os produtores será a de pressionar os candidatos a cargos públicos para que assumam compromissos sérios de enfrentar e romper com os gargalos e as ameaças que comprometem o nosso futuro e o futuro de nossos filhos. Caso contrário, não terão o apoio da classe, sobretudo, na hora do voto. Leia mais…