Paulo Roberto Campos

A propósito do meu artigo anteior (
O “desmentido” que não desmente), recebi um texto que considerei como um presente de Natal. Agradecendo o “regalo”, aqui desejo compartilhá-lo com nossos leitores.
Refere-se a um trecho extraído da “Encíclica Communium Rerum”, do grande Papa São Pio X [foto acima]. Tendo feito a leitura, suponho que se poderia tirar uma conclusão e fazer uma analogia com o tema do mencionado post. Como seria diferente (para muito melhor, é claro) a situação da Igreja e do Brasil, bem como a força dos católicos, se o clero brasileiro seguisse o magnífico exemplo de São Pio X. Como utilizando, em defesa da moral católica, a linguagem firme e clara daquele Santo Pontífice. Entretanto, muitos preferem não empregar a linguagem do “sim, sim; não, não” — preferem ceder para não perder… Em vez de lutar para vencer!
Um escritor afirmou: “O Brasil e o mundo não precisam de grandes sábios, precisam de grandes santos”…
Dileto leitor, leia o trecho abaixo e tire suas conclusões. Se desejar, deixe sua apreciação, clicando no item “comentários” no final.
“Estão muito equivocados os que acreditam possível e esperam para a Igreja um estado permanente de plena tranquilidade; porém, é pior, e mais grave, o erro daqueles que se iludem pensando que alcançarão essa paz efêmera mediante a dissimulação dos direitos e interesses da Igreja, sacrificando-os aos interesses privados, diminuindo-os injustamente, comprazendo ao mundo, ‘no qual domina inteiramente o demônio’ (I Jo V,19), com o pretexto de captar a simpatia dos fautores de novidade e atraí-los à Igreja, como se fora possível a harmonia entre a luz e as trevas, entre Cristo e o demônio. Trata-se de sonhos doentios, de alucinações que sempre ocorreram e ocorrerão enquanto houver soldados covardes que deponham as armas à simples presença do inimigo, ou traidores que pretendam a todo custo fazer as pazes com os opositores, a saber, com o inimigo irreconciliável de Deus e dos homens”. (Encíclica Communium Rerum, de 21 de abril de 1909).
Gregório Lopes
Notícia postada no portal de “O Globo”, em 6-12, informa que “CNBB e Marta fazem acordo sobre projeto que criminaliza homofobia”. Segundo a senadora Marta Suplicy o “acordo” foi no sentido de uma “flexibilização da lei.
Tal notícia provocou um verdadeiro escândalo em círculos católicos, uma vez que o tal projeto é inaceitável pela moral católica. Veja-se a respeito nossa campanha que obteve grande sucesso, clicando aqui.
Diante do escândalo, a CNBB publicou uma nota de esclarecimento desmentindo que houvesse o tal acordo (Veja aqui).
Acontece que o tal desmentido nada desmente e deixa claro que a CNBB não se opôs ao citado projeto.
De fato, segundo a nota, a CNBB não fechou Leia mais…
Paulo Roberto Campos
Em um texto que publiquei em meu blog (Cf.: Não posso acreditar: “CNBB e Marta fazem acordo sobre projeto que criminaliza homofobia”?!, 7/12/2011), afirmei que a notícia do “acordo” entre a CNBB e a senadora Marta Suplicy para a aprovação da “Lei da homofobia”, divulgada pela mídia, exigia — caso não tivesse havido acordo algum — um desmentido “urgente e taxativo” por parte daquele órgão eclesiástico.
Hoje pela manhã recebi um e-mail de meu amigo Flávio Matihara, encaminhando-me o“esclarecimento” que, à guisa de desmentido, fez a CNBB. Ele se encontra no site da entidade (http://www.cnbb.org.br/site/) e intitula-se: “Nota de esclarecimento sobre projeto de criminalização da homofobia”. Vejam a nota [click na imagem no final] e observem que ela não esclarece por que a CNBB não aproveitou a “audiência, no dia 1º de dezembro de 2011”, para então pedir à senadora que desistisse definitivamente de seu infame “Projeto de Lei 122/2006”, por ser ele tão contrário às Leis de Deus e até mesmo restringir a liberdade religiosa e de expressão. Leia mais…

O bem-aventurado José de Anchieta trabalhou com afinco para converter os índios brasileiros à verdadeira Religião...
O bem-aventurado José de Anchieta trabalhou com afinco para converter os índios brasileiros à verdadeira Religião e assim afastá-los das práticas pagãs a que se entregavam. Eis o que ele relata em carta de março de 1555 a seus superiores:
“Estes nossos catecúmenos [os índios em processo de conversão] parecem apartar-se um pouco dos seus antigos costumes, e já raras vezes se ouvem os gritos desentoados que costumam fazer nas bebedeiras. Este é o seu maior mal, donde lhes vêm todos os outros. De fato, quando estão mais bêbados, renova-se a memória dos males passados, e começando a vangloriar-se deles logo ardem no desejo de matar inimigos e na fome da carne humana. Mas agora, como diminui um pouco a paixão desenfreada das bebidas, diminuem as outras nefandas ignomínias; e alguns são-nos tão obedientes que não se atrevem a beber sem nossa licença.” Leia mais…
Márcio Coutinho
De um período para cá, felizmente, uma enormidade de seguidores do anglicanismo, como bispos, padres e fiéis, passaram a voltar ao seio da Igreja Católica depois de quase cinco séculos de cisma.
As renovações progressistas dos lideres anglicanos – como ordenações sacerdotais ou sagrações episcopais de mulheres (foto ao lado) e homossexuais assumidos -, escandalizaram vários anglicanos ao ponto de paróquias inteiras desejarem voltar ao catolicismo.
Em sentido contrário, uma organização denominada “Iniciativa dos Párocos Austríacos” (“Pfarrer-Inititiative”) fez um “Apelo à desobediência”. Trata-se de um manifesto assinado por 300 padres católicos austríacos, liderados pelo pároco Helmut Schüller, endereçado à Igreja Católica, no qual exigem uma mudança da disciplina, da moral e da doutrina da Igreja . (Cfr: Zenit online, 5/9/2011) Leia mais…
Tags: Áustria, Cardeal Schoenborn, CEBs, Celibato, Cisma, CNBB, Comissão Nacional dos Presbíteros, Conversão dos anglicanos, Magistério da Igreja, Ordenação de Mulheres, Progressismo Católico

Edson Carlos de Oliveira
Participe de nossa enquete no final do artigo.
“A defesa de um ser humano conta mais, sem dúvida, que a defesa de tradições a vitimá-lo”, afirmou editorial da Folha de São Paulo (1) versando sobre a prática de infanticídio, existente ainda em diversas tribos no Brasil, que é defendida por antropólogos sob a alegação de respeitar as “tradições” indígenas.
O tema está sendo discutido na Câmara dos Deputados desde 2007, ano em que o parlamentar Henrique Afonso (PV / AC) apresentou um projeto legislativo, chamado de “lei Muwaji” (PLC 1.057/07), visando punir funcionários da saúde e da Funai por crime de “omissão de socorro” diante dos homicídios de recém-nascidos — deficientes, filhos de mães solteiras ou mesmo por serem gêmeos — cometidos em certas aldeias da Amazônia. Leia mais…
Luiz Sérgio Solimeo
“Um fantasma ronda a Europa – o fantasma do comunismo,” assim começava o Manifesto Comunista de Marx e Engels, em 1848. Adaptado para os dias de hoje, poderíamos dizer: “Um fantasma ronda o mundo – o fantasma da ideologia homossexual.”
A ideologia homossexual o novo “ópio dos intelectuais”
Com efeito, assim como o comunismo exerceu uma atração quase mágica sobre os intelectuais do Ocidente, a ponto de ser qualificado como O Ópio dos Intelectuais, o mesmo parece estar se dando agora com a ideologia homosexual, muito afim com os pressupostos filosóficos do marxismo.
Ao que parece, sob efeito desse novo ópio dos intelectuais, os juízes da Suprema Corte do Brasil, imitando seus colegas de outras plagas, legalizaram, por via judicial, a união homossexual e abriram o caminho para o chamado “casamento” entre duplas do mesmo sexo. Leia mais…
Márcio Coutinho

O Brasil, pela sua bondade, "azeita" quem toma contato com ele. O indigenismo (anti)missionário "azeda" os índios contra a civilização.
O jornal Folha de S. Paulo (12/3/2011) informa que antropólogos da Universidade Stanford, EUA, estão diante de um dilema: como é possível que dois grupos de índios da mesma etnia macuxi, que vivem na fronteira entre o Brasil e a Guiana, possam ser tão diferentes?
O problema não se limita à divisão territorial entre o Brasil e a Guiana. Estes países – bem como a tribo – são separados apenas pelo rio Tacatu e o afluente Irengue, que em época de seca atravessa-se a pé e, por isso mesmo, não impede qualquer contato entre eles.
Quais seriam então os motivos que levaram o grupo de índios macuxi do lado brasileiro a deixarem partes de seus costumes e o uso da língua nativa para se portarem como brasileiros e, ao contrário, os índios da Guiana a conservarem sua língua indígena e seus costumes?
Para o antropólogo José Fragoso, que reside no EUA, o “fenômeno” é intrigante: ‘se você vê um índio brasileiro na Guiana, você sabe que ele é brasileiro. Ele gesticula como um brasileiro, fala alto como um brasileiro, anda como um brasileiro. Os índios do outro lado do rio são mais reservados’.
O Prof. Plinio Corrêa de Oliveira debruçou-se certa vez sobre essa problemática. Ele chamava esse “fenômeno” de “azeitamento”. Quando se derrama azeite Leia mais…
Márcio Coutinho
Notícia do portal Terra (21/3/2011) revela a que ponto chegou a deterioração da família: “Um homem de 41 anos foi preso, na tarde desta segunda-feira, pela suspeita de ter abusado sexualmente da própria filha de 16 anos, em Maringá, no norte do Paraná.”
Casos como esse, que vemos nos jornais aos montes, vão pondo cada vez mais em evidência que os valores inerentes à família estão em perigo de extinção.
E enquanto degradações morais de toda ordem assolam o mundo, tsunamis, enchentes e desmoronamentos vão se tornando curiosamente mais freqüentes. E a reflexão religiosa profunda – que era de se esperar sobretudo de eclesiásticos – está deixando a desejar.
O cenário atual parece guardar muitas analogias com a época de Noé, em que Leia mais…

“O meio ambiente está sendo consumido pelos gases poluentes e pela ação do homem..."
Felipe Escocard
Na quarta-feira de cinzas, início do período em que Nosso Senhor Jesus Cristo esteve isolado em orações e jejum, a CNBB lança a Campanha da Fraternidade deste ano, em defesa da “Mãe Terra”, “de todas as criaturas, a mais linda”. (1)
O objetivo é “contribuir para a conscientização das comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas, e motivá-las a participar dos debates e ações que visam a enfrentar o problema e preservar as condições de vida no planeta.” (2)
Segundo D.Palmeira Lessa, arcebispo de Aracaju, “o meio ambiente está sendo consumido pelos gases poluentes e pela ação do homem. [...] Agora há o aquecimento global, resultado do buraco na camada de ozônio”. (3)
D.Orani Tempesta afirma ser um pecado social com “presença forte em nosso tempo” o desmatamento das florestas, a falta de coleta Leia mais…