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Textos com Etiquetas ‘Hélio Brambilla’

Meio rural e bom senso

23, novembro, 2010 3 comentários

Antigamente, fazendeiros residiam nas sedes das fazendas, mantendo os empregados em casas periféricas simples e uma vida próspera e tranqüila. Mas quando vem a reforma agrária...

Carta do Eng. Nestor Martins Amaral Júnior publicada no jornal Estado de Minas (Belo Horizonte,14/11) descreve realidade vivida por muitos leitores. Recordemos juntos.

“Antigamente, fazendeiros residiam nas sedes das fazendas, mantendo agregados em casas periféricas simples, com quintais, hortas, galinheiro, chiqueiro etc.

Esses peões, quando bons de serviço, tinham trabalho assegurado, razoável sobrevivência familiar, bom conceito e nome honrado.

Mas vieram as leis demagógicas e deram um basta nesse bom convívio, expulsando essa massa, que acabou desaguando nas favelas das grandes cidades.

Se havia um problema, este apenas foi deslocado de um local tranqüilo para um local perverso.

Aí, surge outra medida demagógica intitulada reforma agrária, pretendendo fixar essa massa onde hoje ninguém quer mais morar.

Os tempos são outros. O mundo tornou-se globalizado, cobrando eficácia e eficiência, atingíveis pela gerência da qualidade e produtividade. Isso requer tecnologia, capital e espírito de empreendimento.

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Limitação da propriedade rural ou estupidez? (Final)

26, outubro, 2010 Sem comentários

Que tal colocarmos mais 80 milhões de hectares
no ciclo produtivo?

lio Brambilla

O agronegócio brasileiro é um dos grandes responsáveis, se não o maior, pela economia sadia e estável do Brasil.

Se considerarmos que a área destinada aos minifúndios improdutivos da Reforma Agrária já ultrapassou toda aquela destinada à produção de grãos, laranja, cana, florestas para celulose, madeira e carvão.

A solução portanto não é dividir ainda mais a propriedade, mas promover o contrário da Reforma Agrária, colocando os mais de 80 milhões de hectares no ciclo produtivo para o Brasil duplicar e até triplicar a sua produção.

Certa corrente ambientalista gosta de atacar os 15 a 20 milhões de hectares de pastagens que estariam “degradadas”, mas nunca dizem que há 80 milhões de hectares realmente degradados pela Reforma Agrária. Leia mais…

Limitação da propriedade rural ou estupidez? (III)

23, outubro, 2010 2 comentários

Igualitarismo socialista

Hélio Brambilla

No comunismo o homem deve trabalhar antes de tudo para a coletividade, e não para si e sua família, o que tira o incentivo para o trabalho

A propósito do igualitarismo socialista, cabe citar textualmente trecho do trabalho do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira condenando o projeto autogestionário do Partido Socialista francês:

“Os princípios econômicos vigentes do Ocidente, mesmo quando tenham dado ocasião a abusos, emanam da própria natureza humana. Eles podem caracterizar-se, resumidamente, pela afirmação de legitimidade da propriedade individual, bem como da iniciativa e do lucro privados.

“Os socialistas se propõem, no entanto, implantar outro sistema econômico, orientando para outras finalidades e a partir de outros incentivos.

A idéia do que eles qualificam de lucro só para (alguns) deve substituir-se progressivamente pelo critério da utilidade social, determinada pela vontade soberana do povo.

Ou seja, os socialistas, como os comunistas, afirmam que o indivíduo existe para a sociedade, e deve produzir diretamente, não para seu próprio bem, mas para o da coletividade a que pertence. Leia mais…

Limitação da propriedade rural ou estupidez? (II)

22, outubro, 2010 4 comentários

Produtor familiar e produtor empresarial

Hélio Brambilla

Os dados que citei no artigo anterior desmerecem outros produtores menores? – Absolutamente não!

O professor Marcos Fava Neves (FEA/USP – Campus Ribeirão Preto), em artigo para a Folha de São Paulo (25/09/2010), desmente com maestria os que querem contrapor o produtor familiar ao empresarial, sobretudo no “vale tudo” dos programas eleitorais.

Comenta: “É importante que essas lideranças que criticam o agronegócio entendam que esse conceito foi criado em 1957 nos Estados Unidos (apenas em 1990 no Brasil) para dar o caráter de integração a agricultura“.

“Agricultura integrada com o comércio, com a indústria, com os serviços, com as pesquisas, com os insumos e com os produtores. Na definição, não existe a palavra ‘tamanho’. É preciso entender que agronegócio não significa algo grande e sim algo ‘integrado’”. Leia mais…

Limitação da propriedade rural ou estupidez? (I)

21, outubro, 2010 3 comentários

“Sozinho produzo comida para 100 mil pessoas!”

Hélio Brambilla

Colheita do feijão em Caupi

Soa como boa música as palavras deste desbravador que se ufana de alimentar tanta gente. Ele não fala com orgulho, mas com altivez. Secundado pela família e pelos funcionários, atinge índices impressionantes de produtividade.

Na verdade, um amigo me informara que uns mega-caminhões – 18 de uma só vez – carregaram numa determinada fazenda cerca de mil toneladas de feijão.

Os motoristas – que tinham almoçado com os 1.300 funcionários do local – comentaram ter comido muito bem. A excelente qualidade do que é servido advém da supervisão de nutricionistas.

Com freqüência o proprietário almoça com os seus funcionários, assiste com eles às missas que marcam o início da safra, e participam com as respectivas famílias das “quadrilhas de São João”. Enquanto isso, outras quadrilhas – estas sem aspas – dançam alhures o “forroubo” com o dinheiro do povo. Leia mais…

Agronegócio e o lado errado do binóculo (Final)

16, julho, 2010 1 comentário

Hélio Brambilla

De onde vem o dinheiro de nossas reservas?

Aí está a informação omitida: em boa parte, das sobras das exportações do agronegócio.

Num balanço geral, convém lembrar ainda que “a agricultura e pecuária foram responsáveis por 42% das exportações brasileiras em 2009” (“Sobe e Desce da Semana”, 24-2-10). O balanço final da década deverá também cumprir as estimativas prognosticadas pelos analistas e atingir os 400 bilhões de superávit.

O presidente Lula costuma propagar que o Brasil pagou sua dívida com o FMI, e que tem mais de US$ 200 bilhões de reservas. Mas se esquece de dizer de onde veio o dinheiro para isso. Aí está a informação omitida: em boa parte, das sobras das exportações do agronegócio.

Dívidas contraídas pelo governo federal
Outro ponto que o presidente evita mencionar é o custo das suas políticas sociais. Dados oficiais do CODIV (Coordenação Geral de Controle da Dívida Pública) mostram a evolução da dívida do Brasil.

Em janeiro de 1995, fim do governo Collor/Itamar, a dívida pública estava em R$ 31,668 bilhões. Quando Fernando Henrique Cardoso passou o governo para Lula, em dezembro de 2002, já alcançava R$ 557,205 bilhões. O atual governo quase triplicou a dívida, elevando-a para R$ 1.580 bilhões (Cfr. “O Estado de S. Paulo”, 21-5-10). Leia mais…

Agronegócio e o lado errado do binóculo (II)

15, julho, 2010 4 comentários

lio Brambilla

Agronegócio Brasileiro, nossa "galinha de ovos de Ouro"

“Não se mata a galinha dos ovos de ouro”
Não sem razão, e com a fina capacidade de observação francesa, o insuspeito jornal de esquerda “Le Monde”, como que passando um recado ao governo brasileiro, comentou em meados de 2009: “Lula compreendeu rapidamente que cometeria um erro grosseiro dando as costas ao poderoso setor do agronegócio. Mesmo em nome da justiça social e do acesso à terra… Não se mata a galinha dos ovos de ouro”.

Nesses últimos meses, por todo o Brasil ouvi repetida a expressão “São Pedro ajudou bastante”. Na linguagem coloquial dos ruralistas, isto significa que as chuvas foram abundantes, o que quase sempre concorre para o bom desempenho das atividades agropecuárias. Como conseqüência, esta será a maior safra de grãos da nossa história, e a próxima deverá superá-la. Leia mais…

Agronegócio e o lado errado do binóculo (I)

14, julho, 2010 2 comentários

As cifras do agronegócio no Brasil são robustas. Apesar de entraves burocráticos e dificuldades de toda ordem, ano a ano os recordes de produção são superados. Contrariamente aos interesses nacionais, vêm sendo favorecidos certos movimentos ditos sociais, que continuam ameaçando e podem pôr tudo a perder

Hélio Brambilla

Agrishows existem atualmente por todo o território nacional

Se numa cidade de 300 mil habitantes o MST conseguisse arrastar 30% da população para um evento favorável à Reforma Agrária, com certeza a notícia do fato seria estampada nas primeiras páginas dos nossos grandes periódicos, e até mesmo no exterior.
De fato, um terço da população de Maringá-PR — cidade que leva o título de capital ecológica do Brasil, por ter o maior índice de arborização por habitante — acorreu pressurosa e ufana a um grande evento.

Mas não se tratava de agitação esquerdista, e sim da recente exposição agropecuária, algo que fica nos antípodas do MST. E o leitor interessado terá de procurar muito, se deseja encontrar na imprensa alguma referência a essa grandiosa promoção do agronegócio.

Essa simples comparação nos leva a considerar no mínimo muito estranho tanto destaque a ações esquálidas como as do MST, enquanto se ignoram eventos de tão grande porte e importância como os do agronegócio. Leia mais…

www.pedagio.com.buracos

9, junho, 2010 5 comentários

O custo Brasil

Helio Brambilla

Nossos portos e aeroportos encontram-se em péssimas condições. Quanto às rodovias, um caminhoneiro carioca expressou o seu estado de descalabro com um dito espirituoso, mas eloqüente: “Meu site: www.pedagio.com.buracos!

Ou seja, nas rodovias construídas com o dinheiro de nossos impostos e depois arrendadas, paga-se um pedágio extorsivo, enquanto nas rodovias públicas os buracos (com som de x), como dizem os cariocas, constituem uma calamidade.

Para se ter uma idéia, um produtor de soja do Mato Grosso recebe R$ 24,00 por uma saca do produto e gasta mais R$ 12,00 para levá-la até o porto de Paranaguá, custo maior do que de Paranaguá ao Japão ou China, lá no Extremo Oriente.

Liquidação da classe média rural e…

7, junho, 2010 1 comentário
80 bi enterrados com Reforma Agrária
Helio Brambilla
O governo não está dando a devida atenção ao esfacelamento da “classe média rural”.

Cuidado! Nem tudo são rosas. Há muitos espinhos pelo meio, se quisermos ver e tocar na realidade total. Afinal, não podemos proceder como os avestruzes que metem a cabeça na areia pra fugir do perigo.

Nesse sentido, Cesário Ramalho, presidente da Sociedade Rural Brasileira, afirmou na feira de Londrina e no Agrishow de Ribeirão Preto que o governo não está dando a devida atenção ao esfacelamento da “classe média rural”.

Assim, ele explicou a questão: os pequenos produtores acabam – através de crédito subsidiado do Pronaf e de outras “políticas sociais” – sendo atendidos pelo governo.

Apenas os gastos com a Reforma Agrária, segundo o deputado Valdir Colatto, representam R$ 80 bilhões enterrados nos assentamentos- favelas. E com que resultado!

Os grandes porque ganham em escala e exportam conseguem manter mais ou menos equilibrada a situação. Mas a “classe média rural” – sustentáculo da produção agrícola primária – vem sendo destroçada. Leia mais…