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15/12 – Santa Cristiana, virgem

Foto: Instituto Plinio Corrêa de Oliveira
Por Instituto Plinio Corrêa de Oliveira

há 3 meses3 min


O Martirológio Romano, entre outros santos, comemora hoje Santa Cristiana, virgem, com estas palavras: “Na Geórgia, além do mar Negro, Santa Cristiana, escrava que pela eficácia dos seus milagres converteu aqueles povos à fé cristã no tempo de Constantino Magno”.

Pouco se sabe da vida dessa Santa, a não ser que os georgianos a consideram como o instrumento utilizado pela Providência para sua conversão.

Cristiana viveu em meados do século IV, pois o Martirológio diz que ela vivia no tempo de Constantino Magno, que em 313, pelo Edito de Milão, abriu as portas do Império para a Igreja, até então nas catacumbas.

Não temos dados sobre o país de origem desta santa, nem de como ela apareceu na Geórgia. Teria sido levada para lá por seus senhores? É o que afirmam alguns, dizendo que ela caíra nas mãos de bárbaros, que a venderam a um georgiano como escrava. Este a teria levado então a seu país.

Segundo a tradição, Cristiana aceitava com resignação e admirável paciência, como dons vindos da mão de Deus, o infortúnio de viver longe dos seus, entre pagãos e como escrava, sabendo manter viva sua fé e viver segundo os Mandamentos em um meio tão adverso.

Como ela não ocultava a sua fé, aos poucos aqueles infiéis começaram a admirar sua humildade, modéstia e fervor, o que lhe granjeou, além da admiração, um grande respeito. Assim ela levava a vida edificando os que com ela tratavam, quando ocorreu um fato que iria marcar sua vida. Consta que seu nome de origem era Nuné ou Nina. Contudo, conhecida por todos como cristã, o povo a passou a chamar de “Cristiana”, nome com o qual ela passou para a História.

Era costume naquele país e naqueles primitivos tempos que, quando alguma criança caía doente, a mãe a levasse de porta em porta, consultando os vizinhos sobre qual o melhor remédio a aplicar ao doente. Desse modo, ocorreu que um dia apareceu na porta de Cristiana uma mãe aflita apresentando seu filho já moribundo. Ao vê-lo, a santa lhe disse: “Eu não posso fazer nada, mas Deus Todo-Poderoso pode restituir-lhe a saúde, se essa for a sua vontade”. Deitou então o menino em sua cama, cobriu-o com um cilício, e começou a pedir ao Deus onipotente a cura do doente. Segundos depois, ela o restituiu à mãe são e salvo.

A fama desse milagre se espalhou por toda a região, e foram muitas as mães que passaram a levar a Cristiana seus filhos doentes para que rezasse sobre eles. E muitos eram curados.

Ora, isso chegou aos ouvidos da rainha da Geórgia, que estava para morrer com uma doença desconhecida. Pediu então que lhe chamassem Cristiana para rezar sobre ela. A cristã respondeu: “Meu lugar não é no palácio”. E não quis ir. Mas a rainha não se deu por vencida, e foi então à casa de Nina. Depois de ela ter rezado dobre ela, a soberana recuperou milagrosamente a saúde. O que a levou, bem como ao rei seu esposo, a quererem recompensar Cristiana regiamente. Mas a santa respondeu: “A única coisa que me faria feliz, seria ver-vos abraçar a religião cristã”. E como eles se mostravam abertos, lhes deu um breve sumário da religião católica.

Pouco depois, no ano 325, o rei, estando em perigo durante uma caçada às feras, prometeu fazer-se cristão se escapasse são e salvo. O que ocorreu. Fiel à sua promessa, ele mandou uma embaixada a Constantino Magno pedindo-lhe que lhe enviasse missionários. O primeiro Imperador cristão enviou-lhe então um bispo chamado Pedro e alguns sacerdotes.

Deus de tal maneira abençoou os esforços dos missionários, que acabaram batizando-se praticamente não só os soberanos, mas todos os habitantes da capital, solidificando assim os fundamentos do Cristianismo nesse país. Pelo que se deu desse modo o fato extraordinário de que uma escrava, identificada pelo exemplo e pelo zelo como “cristã”, pelos planos da Providência se transformou no instrumento de evangelização de um povo que vivia anteriormente nas trevas do paganismo. Por isso Cristiana passou à história como a mãe da igreja cristã da Geórgia.

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O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira é uma associação de direito privado, pessoa jurídica de fins não econômicos, nos termos do novo Código Civil. O IPCO foi fundado em 8 de dezembro de 2006 por um grupo de discípulos do saudoso líder católico brasileiro, por iniciativa do Eng° Adolpho Lindenberg, seu primo-irmão e um de seus primeiros seguidores, o qual assumiu a presidência da entidade.

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