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O aborto não foi descriminalizado no México; pró Vidas decidirão a batalha

Aborto no México: fake news internacional divulga que país descriminalizou procedimento, mas decisão ainda não é definitiva.


O aborto não foi descriminalizado no México; pró Vidas decidirão a batalha

Pró Vidas em frente à Suprema Corte, no México

Todos sabemos como as forças do Inferno e tantas outras potências na Terra se batem pelo aborto. Pecado gravíssimo, contrário à Lei Natural, ao instinto materno. Infanticídio!

Hoje, veremos como a midia internacional, mais uma vez, servindo a nefasta causa do infanticídio de bebês, generalizou, omitiu e mentiu divulgando a notícia da descriminalização do aborto no México. É uma técnica que está sendo usada em todo o Ocidente a fim de derrubar as barreiras conservadoras.

As manchetes de 6 de setembro na imprensa internacional pareciam não deixar dúvidas: a Suprema Corte do México havia emitido uma decisão descriminalizando o aborto em todo o país. As histórias que se seguiram foram ainda mais longe, insistindo que a decisão obrigava todos os hospitais a realizar abortos e que nenhum médico que realizasse um aborto poderia ser punido por fazê-lo.

O artigo de LifeSiteNewa informa: “desde a CNN, a BBC e o New York Times, até à AP, Reuters e El País em Espanha” e “toda a legião do lobby mundial do aborto se juntou ao coro de celebração, ao qual até a ONU rapidamente concordou.”

Com a intenção clara de desanimar a grande maioria dos mexicanos, desanimar a reação conservadora em tantas Nações no Ocidente, que é contrária ao aborto, eis a meta dessa fake news midiática.

Essa não é a verdade. Um olhar mais atento ao que acabou de acontecer no México revela que nada poderia estar mais longe da verdade: a questão do aborto está longe de estar resolvida no México.

Atualmente o Código Penal Federal considera que o aborto viola “os direitos humanos das mulheres e das pessoas com capacidade gestacional” e, portanto, o criminaliza.

Um amparo é uma ordem temporária emitida enquanto um caso está sob análise, e a decisão emitida pela Primeira Câmara da Suprema Corte mexicana que suspende temporariamente se chama de amparo.

Ainda tem mais: o movimento pró aborto GIRE não tem legitimidade para falar em nome das mulheres mexicanas, comenta com acerto a notícia.

Em primeiro lugar, um amparo só deve ser emitido em resposta a um pedido de uma parte lesada que alega que os seus direitos foram violados. Não se pode fazer um pedido de amparo em nome de terceiros, mas foi precisamente isso que o GIRE fez. Eles entraram com um pedido de amparo em nome de todas as “mulheres mexicanas”.

O GIRE claramente não se qualifica para um amparo. No entanto, o Supremo Tribunal, violando as suas próprias regras, alegou que o GIRE é “uma pessoa que sofre danos” devido às disposições pró-vida do Código Penal Federal e emitiu o amparo mesmo assim. Atualmente está analisando a constitucionalidade desses dispositivos, que são os artigos 330, 331, 332, 333 e 334 do Código Penal Federal.

Conhecemos recursos semelhantes da parte de partidos de esquerda no Brasil, por exemplo, a ADPF 442 em que o PSOL pede a interferência do Judiciário em matéria de aborto, a qual cabe à esfera legislativa.

Quem pressiona o México? Quem pressiona Nações conservadoras da África a aderirem à política infanticida do aborto? Sem dúvida, o governo democrata de esquerda de Biden, a UE que deveria estar protegendo o que resta pelo mundo de família, de civilização. Grandes conglomoredos da midia, BigTechs, Bill Gates, Soros.

Comenta LifeSiteNews: “É claro que a administração Biden e outros grupos de ajuda internacional estão a investir dinheiro no movimento pró-aborto do México. A Infotecnia informa que os 10 principais grupos pró-aborto do país receberam mais de 185 milhões de dólares no ano passado e que 70 por cento deste dinheiro vem do Exterior. A maior parte deste montante vai para o Mexfam – um ramo da IPPF que é o favorito da USAID, para um grupo de frente chamado Católicas por el Derecho a Decidir (Católicas pelo Direito de Decidir) e para o GIRE, o demandante no presente processo.”

Aí estão os dados sobre a pressão que vem do Exterior.

Desde que Joe Biden chegou à Casa Branca, o Supremo Tribunal mexicano fez uma curva acentuada à esquerda. Observe que a vice-presidente Kamala Harris participou da posse do presidente mexicano Andrés López Obrador em junho de 2021.

Ao mesmo tempo, o Supremo Tribunal mexicano entrou em ação, anulando as leis estaduais que limitavam o aborto. No dia 7 de setembro o machado caiu sobre dois artigos do Código Penal do Estado de Coahuila (Seção II artigos 196 e 224) que criminalizavam o aborto. Então, dois dias depois, o Tribunal ordenou a anulação do art. 4(a) da Constituição do Estado de Sinaloa que protegia a vida desde a concepção. (“Desde o momento em que um indivíduo é concebido, ele ou ela entra sob a proteção da lei correspondente, até sua morte”, dizia a lei.)

Em 2007, em um caso envolvendo a descriminalização do aborto no Distrito Federal (Cidade do México), a Corte decidiu devolver a questão aos estados. Naquela época o Tribunal decretou que cada estado mexicano deveria decidir por si próprio em que momento da gravidez defender a vida humana e se criminalizar ou não o aborto.

Nos anos seguintes, o movimento pró-vida obteve vitória após vitória a nível estadual. Até este ano, nada menos que 23 dos 32 estados do México tinham aprovado leis que protegem a vida desde a concepção.

Mas nos últimos anos, a Suprema Corte mexicana mudou de direção. Como salientou o líder pró Vida, Cortes, os mesmos juízes têm assento no tribunal, mas estão agora a emitir decisões que “não respeitam nem estão em conformidade com as suas próprias decisões anteriores”.

O aborto continua ilegal naquele país. O amparo emitido ilegalmente ao GIRE aplica-se apenas ao GIRE. E não fornece quaisquer bases legais para forçar os hospitais a realizar abortos ou para sancionar os médicos que não queiram praticar tais atos mortais.

Numa Democracia vale a pressão do eleitor. Em tantos países, estamos vendo que a reação conservadora está sendo enjaulada através de decisões do Judiciário. No México também.

A notícia não fornece dados sobre a posição do Episcopado americano. Haverá reações pró Vida? LifeSiteNews sempre dá realce aos bispos que reagem contra o progressismo, contra o aborto em qualquer Nação onde se levantam. No México, não sabemos …

A batalha passa agora para o Congresso Mexicano, que deverá considerar se o aborto deve ou não ser descriminalizado. E aqui os pró-vida mexicanos estão com a decisão se lutarem a favor da Vida, se recorrerem à proteção da Virgem de Guadalupe, Padroeira de todas as Américas.

Fonte: Life site news

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Barcelos de Aguiar

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