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Plinio Corrêa de Oliveira
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Convite à Reflexão: A Conversa é Um Meio Para O Convívio De Almas

Por que razão representava um requinte da civilização, antes da Revolução Francesa, o fato da conversa ser reputada o maior dos prazeres?


Convite à Reflexão: A Conversa é Um Meio Para O Convívio De Almas

O smartphone estimula as conversas? Ou antes é um refúgio para inibir nas crianças a conversação?

Como era arte da conversa antes de aparecerem a TV e o celular? A conversa exige pensamento, exige dedicação; na TV passamos para a fase de consumidores de novidades, nos alimentamos das sensações. Éramos atores, agora somos expectadores.

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A arte de conversar

A conversa é um meio para a maior fusão, para o intercâmbio recíproco das almas, na sociedade humana.

Comenta o Prof. Plinio: “Por que razão representava um requinte da civilização, antes da Revolução Francesa, o fato da conversa ser reputada o maior dos prazeres? É o afinamento do homem pelo qual ele é capaz de compreender e fruir o maior prazer que a vida dá e que é o comércio humano, o contato com pessoas e o conhecimento com pessoas.”

A Conversa deve tender aos fatos de caráter geral

E esse conhecimento se dá de modo particularmente na conversa. Interessante também é que a conversa não deveria tratar de assuntos pessoais, isto é, da vidinha de quem estava conversando, mas deveria visar problemas de caráter geral, e quando se dessem fatos concretos, deveriam ser relacionados com algo geral.

Mas por que? Porque as pessoas se encontram verdadeiramente falando pouco do que lhes é estritamente individual e muito do que é geral e de Deus. Aliás há uma espécie de maior efusão recíproca das almas e Deus está presente de algum modo. É como num banquete espiritual, comem juntos o mesmo alimento.

Aqui se aplicam as palavras do Evangelho: quando dois ou mais estiverem reunidos em Meu Nome Eu estarei no meio deles (São Mateus 18:20). Porque, como vimos acima, a conversa deve rumar para um comércio entre as almas no qual se dá preferência ao geral e os assuntos de ordem estritamente individuais tomam uma importância secundária.

“Isto explica porque os séculos que precederam a Revolução Francesa foram tão interessantes e os séculos que vieram depois foram tão pouco interessantes. É que o homem estava fortemente estilado no absoluto, voltado para a procura do absoluto.”

Se, numa conversa, os pormenores individuais, mesquinhos, tomam uma importância enorme a consequência é que os problemas gerais vão baixando, até chegar à pobreza, à vulgaridade tão comum nos dias atuais.

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Assim se educam as pessoas, assim se forma uma civilização.

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Machado Costa

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