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Plinio Corrêa de Oliveira
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Fulgurante pontificado

Modelo de combate aos inimigos internos e externos da Santa Igreja de Deus, muralha da Cristandade, luzeiro para guiar os católicos, o Papa São Pio X era acolhedor e afável com os bons e os verdadeiramente arrependidos, mas também o martelo inexorável das heresias.


Fulgurante pontificado

São Pio X

Há exatos 120 anos iniciava-se o Pontificado de um grande Papa verdadeiramente santo, o Papa da Eucaristia, do Catecismo, do Direito Canônico, da restauração da música e das artes sacras, o “anjo da guarda” da Igreja e da civilização cristã. Essas são algumas das designações que passaram para a História atribuídas merecidamente a São Pio X.

Sobretudo, esse Sucessor de São Pedro foi o paladino da luta contra a heresia modernista, antecessora do atual progressismo dito católico que, ao invés de procurar exercer a influência da Igreja sobre o mundo, faz o contrário, levando o espírito do mundo para dentro da Igreja.

São Pio X desmascarou os responsáveis e liquidou com as doutrinas do movimento modernista — estigmatizado por ele como “síntese de todas as heresias” —, particularmente por meio de sua encíclica Pascendi Dominici Gregis, magistral documento pontifício promulgado em 8 de setembro de 1907. A título de amostragem, algumas linhas dessa encíclica:

Não se afastará da verdade quem os tiver [os modernistas] como os mais perigosos inimigos da Igreja. Estes, em verdade, não já fora, mas dentro da Igreja, tramam seus perniciosos conselhos; e por isto, é por assim dizer nas próprias veias e entranhas dela que se acha o perigo, tanto mais ruinoso quanto mais intimamente eles a conhecem. Além de que, não sobre as ramagens e os brotos, mas sobre as mesmas raízes que são a Fé e suas fibras mais vitais, é que meneiam eles o machado.

Tal movimento foi uma verdadeira seita que se infiltrara nas hostes católicas com a finalidade de relativizar, e até mesmo deturpar, o ensinamento do magistério tradicional e infalível da Igreja, e levar os incautos a aceitarem as ideias e os erros do mundo moderno que infectam os ambientes católicos.

Nascido em Riese (Lombardia) no dia 2 de junho de 1835, Giuseppe Melchiorre Sarto — assim se chamava — foi sucessivamente Vigário em sua cidade natal, Cônego em Treviso, Bispo de Mântua e Patriarca de Veneza. Eleito Papa no dia 4 de agosto de 1903, foi o 257º Sumo Pontífice da Santa Igreja Católica. Exerceu seu glorioso Pontificado até seu último dia nesta terra de exílio, que deixou aos 79 anos, em 20 de agosto de 1914. Pio XII o beatificou em 3 de junho de 1951 e o canonizou em 29 de maio de 1954.

Instaurare omnia in Christo” (Restaurar todas as coisas em Cristo) era o dístico do seu pontificado e resumo de seu prodigioso empenho: restaurar o Reinado Social de Nosso Senhor Jesus Cristo, objetivo que definiu claramente com as indefectíveis palavras:

 A cidade não será construída de outra forma senão aquela pela qual Deus a construiu; a sociedade não se edificará se a Igreja não lhe lançar as bases e não dirigir os trabalhos; não, a civilização não mais está para ser inventada nem a cidade nova para ser construída nas nuvens. Ela existiu, ela existe; é a civilização cristã, é a cidade católica. Trata-se apenas de instaurá-la e restaurá-la sem cessar sobre seus fundamentos naturais e divinos contra os ataques sempre renovados da utopia malsã, da revolta e da impiedade.

Em memória deste luminar no firmamento da Igreja que foi São Pio X, reproduzimos, a partir de amanhã, três artigos de nosso principal colaborador e inspirador, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, grande devoto e apóstolo desse imorredouro Papa. Tais artigos foram redigidos antes da canonização do santo Pontífice — não se devendo estranhar, portanto, o tratamento de “Pio X”, e não de “São Pio X”. Isso demonstra que a devoção do autor a São Pio X é de longa data, antes mesmo de ele ter sido elevado à honra dos altares e indicado pela Igreja como exemplo a ser seguido por todos os católicos Urbi et Orbi.

Da Redação de Catolicismo

Fonte: Revista Catolicismo, Nº 872, Agosto/2023 

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