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Plinio Corrêa de Oliveira
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Convite à reflexão: misericórdia e justiça nos Santos Evangelhos


Justiça ou misericórdia? A justiça pertence ao Antigo Testamento e o Novo trata apenas da misericórdia?

Esse candente assunto foi tratado no livro Em Defesa da Ação Católica (1943) escrito pelo Prof. Plinio e prefaciado pelo Núncio Apostólico D. Aloisi Masella. Recebeu, em 1949, uma carta elogiosa em nome do Papa Pio XII.

Saibamos amar o Divino Mestre em sua Misericórdia e também em sua Justiça

“Costuma-se afirmar, dentro desta ordem de ideias (*), que o Novo Testamento instituiu um
regime tão suave nas relações entre Deus e o homem, ou entre o homem e o seu próximo, que todo
o sentido de luta e de severidade teria desaparecido da Religião. Tornar-se-iam assim obsoletas as
advertências e ameaças do Antigo Testamento, e o homem teria ficado emancipado de qualquer
obrigação de temor de Deus ou de luta contra os adversários da Igreja.”

“Sem contestar que realmente na lei da graça tenha havido uma efusão muito mais abundante da misericórdia divina queremos demonstrar que se dá às vezes a este fato gratíssimo um alcance maior do que na realidade ele tem. Não há, graças a Deus, católico algum que, por pouco que seja instruído dos Santos Evangelhos não se lembre do fato narrado por S. Lucas, que exprime de modo admirável o reinado da misericórdia, mais amplo, mais constante e mais brilhante no Novo Testamento do que no Antigo. O Salvador fora objeto de uma afronta em uma cidade de Samaria.

“E “vendo isto os seus discípulos Tiago e João disseram: Senhor queres tu que digamos que desça fogo do céu, que os consuma (aos habitantes da cidade)? Ele, porém, voltando-se para eles, repreendeuos dizendo: Vós não sabeis de que espírito sois. O Filho do homem não veio para perder as almas, mas para as salvar. E foram para outra povoação” (IX, 50-56). Que admirável lição de benignidade!


“E com que consoladora e grande frequência Nosso Senhor repetiu lições como esta! Tenhamo-las gravadas bem fundo em nossos corações, mas aí as gravemos de modo tal que reste lugar para outras lições não menos importantes, do Divino Mestre. Ele pregou certamente a misericórdia, mas não pregou a impunidade sistemática do mal. No Santo Evangelho, se Ele nos aparece muitas vezes perdoando, aparece-nos também mais de uma vez punindo ou ameaçando. Aprendamos com Ele que há circunstâncias em que é preciso perdoar, e em que seria menos perfeito punir; e também circunstâncias em que é preciso punir, e seria menos perfeito perdoar. Não incidamos em um unilateralismo de que o adorável exemplo do Salvador é uma condenação expressa, já que Ele soube fazer, ora uma, ora outra coisa.”

***

É o que veremos nos Posts seguintes.

(*) A visão unilateral sobre Nosso Senhor, veiculada por setores da Ação Católica (1943), de que somente devemos pregar sobre a sua bondade.

https://www.pliniocorreadeoliveira.info/EmDefesadaA%C3%A7%C3%A3oCat%C3%B3lica_R_04_2011.pdf

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Nuno Alvares

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