Portal do IPCO
Plinio Corrêa de Oliveira
IPCO em Ação

Leve Esperança ao Sul: Ajude a Distribuir 50.000 Medalhas Milagrosas

Meta comunista: desunir a Igreja Católica para destruí-la


As violências comunistas contra os católicos foram contraproducentes. O número dos fiéis católicos não parou de aumentar.

Um sacerdote católico da província chinesa de Jiangxi, interrogado pela imprensa ocidental descreveu a nova estratégia comunista para destruir a Igreja. Ele foi reproduzido pelo site Bitter Winter.

O padre explicou que “nos primeiros anos de ditadura, o comunismo se engajou no confisco das propriedades da Igreja e numa violenta repressão do catolicismo ‘subterrâneo’ [porque se refugiou em ‘catacumbas’].

“Ele prendia os sacerdotes e religiosos chineses e expulsava pela força os missionários estrangeiros, inclusive os lazaristas que eram muito populares.

“Porém, as prisões e violências não serviram para destruir a Igreja. Pelo contrário, a perseguição impulsionou um número crescente de pessoas a acreditar em Deus”.

“Em pouco mais de dez anos, acrescentou o sacerdote, o número de fiéis havia crescido exponencialmente.

“Isso foi uma coisa que o Partido Comunista Chinês não tinha previsto e que fez compreender ao regime que os encarceramentos eram inúteis”.

A factícia Igreja Patriótica

No início dos anos 1950, o governo criou a factícia Igreja Patriótica e constrangeu os católicos a entrar nela rompendo a obediência ao Papa.

Nesse período, ficaram fiéis ao Papa religiosos como Dom Pedro José Fan Xueyan (1907-1992), bispo católico cativo durante mais de 30 anos porque se recusou a romper a lealdade devida ao Vaticano.

Foram capturados muitos fiéis e clérigos que imitavam a Mons. Fan e boicotavam a Igreja Patriótica.

Para grande desapontamento do PC, havia outros bispos como Dom Fan Xueyan. Dom Tomás Zeng Jingmu (1920-2016), falecido, sexto bispo da diocese católica de Yujiang, padeceu perto de 30 anos no cárcere recusando a adesão à Associação Patriótica.

Depois do excarceramento permaneceu constantemente vigiado pelo Partido Comunista. Ele era assediado a toda hora, proibido de se movimentar ou presenciar atos na Igreja.

O sacerdote explicou que “as autoridades queriam impedir que aparecesse um novo bispo ‘clandestino’ com a mesma influência de Dom Fan ou de Mons. Zeng”. Não adiantou.

A nova estratégia do Partido Comunista Chines: Dividir para destruir

O Partido Comunista mudou agora a estratégia. Começou a aplicar um novo método de destruição que consiste em desagrega-la por dentro promovendo a desunião.

Segundo narrou o sacerdote, os ideólogos do comunismo concluíram que esse era o único modo de destruí-la, porque quando mais se enrijecia a perseguição mais aumentavam as adesões.

O PC concluiu que o método ideal consistiria em desagregar as religiões internamente. “Esse é o artifício para destruir nossa diocese. É espantoso porque não há modo de se prevenir contra este tipo de perseguição”.

O sacerdote acrescentou que o comunismo aplica três táticas fundamentais.

  • A mais significativa consiste em pôr sob espionagem os bispos que recusam aderir à Igreja Patriótica.
  • A segunda implica fechar os seminários clandestinos.
  • A terceira visa reduzir o número dos locais de reunião dos fiéis.

Os socialistas trabalham duramente para que o clero clandestino de todas as dioceses adira à Igreja Patriótica.

Quando prisões e ameaças não funcionam, apelam à tortura ou a corrupção. Mas se os religiosos continuam resistindo devem ser assediados incessantemente para que não possam exercer seus deveres e sua liderança. Hoje são assediados até bispos que têm 80 ou 90 anos.

Bispos que aderem à ‘Associação Patriótica’ são promovidos logo. Até como deputados do Partido Comunista!

“Aqueles que aceitam aderir à Igreja Patriótica são promovidos logo, recebem aposentadoria e excelentes benefícios.

As astúcias do demônio são malvadas, ele analisa atentamente o coração dos homens e faz alavanca em seus pontos de maior debilidade”.

Ele contou que a um padre da diocese de Jiangxi ofereceram centenas de milhares de yuan para que aderisse à Igreja Patriótica, mas recusou.

Com base no Acordo entre a Santa Sé e o Partido Comunista, cada vez que o Vaticano reconhece um bispo notório por suas posições favoráveis ao Partido, muitos fiéis se recusam a participar em suas celebrações.

Heróis como o cardeal Kung ficaram para sempre na memória dos fiéis.

Assim a Igreja se divide. O próprio Partido Comunista mantém em segredo que vários clérigos outrora “clandestinos” aderiram à Igreja Patriótica porque teme que percam influência sobre os fiéis.

Dessa maneira, segundo o sacerdote que quis conservar o anonimato, “o PC vai corrompendo as pessoas e cria o caos na Igreja e dessa forma causa rupturas internas. Essa é uma tática extremamente perversa!”.

O PC, como ateu que é, desconhece que “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço e elas me seguem.” (São João, 10:27).

Os fiéis logo percebem o mau cheiro do lobo disfarçado de pastor. E acontece até que religiosos “patrióticos” se somam aos fiéis “clandestinos” das “catacumbas”.

Veja-se o caso do jovem bispo auxiliar de Shangai Mons. Taddeo Ma Daqin que apenas sagrado renunciou clamorosamente à Igreja Patriótica ante a catedral lotada de fiéis que o aplaudiam.

Ele foi sequestrado na hora pela polícia na porta da catedral e ainda continua em prisão. Agora é um herói a mais da resistência católica. Cfr. Prisão iníqua do bispo auxiliar de Shangai afervora católicos no mundo

 

Detalhes do artigo

Autor

Luis Dufaur

Luis Dufaur

1043 artigos

Escritor, jornalista, conferencista de política internacional no Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, webmaster de diversos blogs.

Categorias

Tags

Comentários

Seja o primeiro a comentar!

Comentários

Seja o primeiro a comentar!

Tenha certeza de nunca perder um conteúdo importante!

Artigos relacionados