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Plinio Corrêa de Oliveira
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Livro: Uma brecha na barragem - A infiltração do lobby LGBT na Igreja

A Catedral que faz chorar


Escrevo estas linhas às 11 horas da noite, 15 de abril de 2019. Diante dos olhos, contemplo perplexo as imagens da tragédia: Notre Dame de Paris ardendo, desabando, em parte, morrendo…

Visitei a catedral em agosto de 2006. Percorri extasiado as galerias, observando atentamente as colunas e os vitrais que entre elas surgiam, enquanto eu avançava no meio da torrente de turistas. Aquele vai-e-vem de pessoas atrapalhava a admiração da igreja!

Cheguei ao fundo da nave principal, atrás do altar-mor. Encontrei um refúgio longe da agitação e do frenesi dos visitantes. Na abóboda, à maneira de uma capela do Santíssimo Sacramento, detalhes coloridos: vermelhos, verdes, estrelas douradas, linhas em tons de azul.

Indaguei a mim mesmo: será que a catedral era toda colorida assim? Ainda não sei responder. Alguns me dizem que ela sempre foi toda branca. Outros afirmam que partes do corpo principal da igreja eram coloridos do mesmo modo.

Ali, num degrau dessa capela colorida, ajoelhei-me e comecei a rezar. Lembro-me de agradecer a Nossa Senhora o fato de poder visitar a Rainha das Catedrais. Ainda de joelhos, voltei-me para trás, em direção à entrada principal. A visão causou-me uma exclamação silenciosa: “Meu Deus!”. Vi, no extremo oposto da nave central, a grande rosácea, iluminada, magnífica! Ali era como se todas as cores se fundissem harmoniosamente. O colorido da capela constituía apenas um reflexo da rosácea…

Aquela visão, tocou o fundo da alma. A Santa Igreja… só ela poderia ter proporcionado algo assim. Como a catedral é bela! Como a Santa Igreja Católica é bela. E eu…

Eu… diante de tudo o que ela é para mim, diante de todas as graças que me vieram por causa da Santa Igreja… Eu, um filho ingrato… O que tenho feito em defesa dela? O que tenho feito para retribuir tantas graças?

Nesse momento, absorto na consideração de tantas maravilhas dela e de tanta ingratidão minha, as lágrimas vieram…

Agora observo as cenas do incêndio. Hoje, todos falaram disso, mesmo os não católicos. Todos lamentavam. Mas só a esta hora da noite parei para ver as imagens terríveis.

Deti-me na fotografia da agulha central de Notre Dame desabando em meio as chamas… e as lágrimas me vieram outra vez.

Parte da catedral foi destruída. Parte da História da Santa Igreja Católica e da Cristandade morreram. Todos os que têm na alma ao menos um pouco de catolicismo deveriam sentir que parte deles também morreu… e chorar!

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Paulo Américo

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