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Plinio Corrêa de Oliveira
IPCO em Ação

“Narrativa”, nova arma da psy war revolucionária


Semelhante aos atos de uma peça teatral, em que os atores vão se sucedendo uns aos outros, também certas palavras vão sofrendo mutações e sendo substituídas no cenário midiático, político, intelectual e eclesiástico.

Para alguns pode parecer uma natural sucessão, fruto dos tempos, dos lugares, das circunstâncias.

Como veremos, trata-se de mutações do vírus da esquerda.

Palavras-talismã a serviço da esquerda

Não é assim para um certo de número delas, que o Prof. Plinio chamou, com precisão, de palavras-talismãs. Elas servem ao processo revolucionário em suas sucessivas etapas, com vistas a modificar a mentalidade do homem contemporâneo, operar mudanças sociais, transformar as estruturas. Assim, houve tempo em que a palavra-talismã diálogo soava na mídia e nas tribunas como sendo sinal inequívoco de atualidade, de modernidade, de arejamento intelectual.

Palavra-talismã: a “torção da palavra “diálogo” tinha uma lógica interna que deixava ver algo de intencional, de planejado e de metódico. E que esse algo abrangia não só essa, mas outras palavras usuais nas elucubrações dos progressistas, socialistas e comunistas, como sejam “pacifismo”, “coexistência”, “ecumenismo”, “democracia-cristã”, “terceira-força”, etc.

“Tais vocábulos, uma vez submetidos a análoga torção, passavam a constituir como que uma constelação, em que uns apoiavam e completavam os outros. Cada palavra constituía um como que talismã a exercer sobre as pessoas um efeito psicológico próprio. E o conjunto dos efeitos dessa constelação de talismãs nos parecia de molde a operar nas almas uma transformação paulatina mas profunda.” https://www.pliniocorreadeoliveira.info/Dialogo_integral.htm#.YSBFO3ySmMo

Há meio século a palavra-talismã por excelência era diálogo. Estávamos no início da era pós conciliar. A palavra diálogo era repetida por todos aqueles que queriam surfar na onda da modernidade.

Do Diálogo à “Narrativa”: armas da psy war da esquerda

A peça teatral, a bobina da História desenrolou e meio século depois aparecem novas armas da psy war revolucionária. Destacamos, por sua atualidade, a “narrativa”.

Mas, o que é a “narrativa”, palavra-talismã que serve poderosamente à esquerda em nossos dias? Essencialmente é uma construção subjetiva, dogmática, ditatorial e à serviço da Revolução. Ela é veiculada, protegida e policiada pelas Big Tech (o macro capitalismo “sapo”) que pune ditatorialmente os conservadores e todos aqueles que se insurgem contra o novo dogma.

É um dogma: ninguém pode discordar.

Se discordar é agente da desinformação.

Se forem muitos são, certamente, membros da “teoria da conspiração”.

São, portanto, três palavras-mágicas: “narrativa”, “desinformação”, “teoria da conspiração”.

Exorcizar a palavra-talismã “Narrativa”

Tal qual expôs o Prof. Plinio, em seu livro “Diálogo” (14 edições em cinco idiomas, num total de 132,5 mil exemplares), as palavras-talismãs têm um fetiche, uma força “magnética”, um poder de anestesiar que precisa ser exorcizado. Não se trata aqui do exorcismo próprio ao múnus eclesiástico.

  • “Para “exorcizar” a palavra-talismã e inutilizar seu efeito mágico, importa antes de tudo descobrir, na pluralidade dos sentidos que ela tem, o mito que nela se incuba.
  • “Tudo quanto existe tende a se manifestar. (…) o mito pode ser detectado, caracterizado e por fim posto a nu por um observador ciente das regras próprias a esse labor.
  • O processo para se descobrir o mito consiste em considerar a palavra-talismã em seus sentidos mais aplaudidos e irradiantes, e compará-los com os sentidos sucessivamente menos mágicos, até o sentido inocente e trivial; (…) verificar “qual o conteúdo recôndito da palavra que transparece nas aplicações míticas e radicais desta”. https://www.pliniocorreadeoliveira.info/livros/1965.pdf (pdf gratuito).
  • ***

Para nós, conservadores, “narrativa” é a palavra-talismã atual da psy war da esquerda mundial. A Contra Revolução não se serve dos slogans da Revolução. Saibamos exorcizar as palavras usadas pela midia, pela Big Tech chamando-as pelo nome que lhe é próprio: armas da guerra psicológica do comunismo contra as Nações Livres e muito especialmente contra o nosso Brasil.

São Miguel Arcanjo, cuja festa se aproxima, venha em nosso socorro e “exorcize” o quebranto psicológico incubado nas “narrativas”, e nas acusações falsas de “desinformação”, e “teoria da conspiração”.

Quem conspira age nas sombras. Nós, procuramos transparência.

O mundo moderno, as esquerdas repudiam os “dogmas” da Santa Igreja e criaram para si os dogmas revolucionários, chamados de “narrativa”. O comunismo tem seus dogmas assim como o nazismo também os tinha.

Saibamos denunciá-los.

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Autor

Marcos Machado

Marcos Machado

470 artigos

Pesquisador e compilador de escritos do Prof. Plinio. Percorreu mais de mil cidades brasileiras tomando contato direto com a população, nas Caravanas da TFP. Participou da recuperação da obra intelectual do fundador da TFP. Ex aluno da Escola de Minas de Ouro Preto.

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