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Plinio Corrêa de Oliveira
IPCO em Ação

Senado italiano reconhece (Holodomor) o genocídio ucraniano

Itália se torna o 22º país a reconhecer Holodomor como genocídio ucraniano, desafiando a negação russa.


Senado italiano reconhece (Holodomor) o genocídio ucraniano

Canadá reconhece o Holodomor, genocídio ucraniano cometido por Stalin

Índice

  1. Genocídio

A Itália se torna o 22º país a reconhecer a natureza genocida da fome artificial de Stalin (Holodomor), que o regime de Putin teimosamente continua a negar, comenta Marco Respinti em BitterWinter.

A “fome criminosa projetada e criada artificialmente por Stalin (1878-1953) e o Partido Comunista da União Soviética em 1932-1933 na Ucrânia foi um genocídio. Chama-se Holodomor, um neologismo derivado de duas palavras ucranianas, “moryty holodom”, морити голодом, ou “extermínio pela fome”.”

A “Rússia tem de cessar imediatamente o assalto à Ucrânia que trava desde 20 de fevereiro de 2014, e acelerado a partir de 24 de fevereiro de 2022.”

Genocídio

Alguns podem pensar que a palavra “genocídio” é usada levianamente para se aplicar a muitos massacres. Não é assim.

Um “genocídio” é um tipo particular de massacre, com uma definição clara no direito internacional. Os requisitos para considerar legalmente um massacre como um genocídio podem ser resumidos na concepção e implementação de uma “solução final” destinada a eliminar totalmente um grupo humano identificado por etnia, cultura e/ou religião. Se seu objetivo é eliminar uma parte da humanidade, sua intenção é genocida, mesmo que não tenham sucesso em seu propósito e o número de baixas reais não seja tão grande quanto esperavam.

Embora a ONU ainda não reconheça o Holodomor como um genocídio (ela o reconhece como “uma tragédia nacional”) e o Conselho da Europa declare que os “eventos trágicos […] referidos como ‘Holodomor’ (fome politicamente motivada) [ …] são reconhecidos pela lei ucraniana como um ato de genocídio contra os ucranianos”, o Parlamento Europeu e agora a Itália, somam 22 países que o atestam: é um genocídio.

Informa a notícia que a “Embaixada da Rússia em Roma zombou e desprezou os parlamentares italianos via Facebook, acusando-os de falsificar a história para promover mera propaganda a fim de “agradar as forças ultranacionalistas, neonazistas e russofóbicas e seus padrinhos anglo-americanos”. Nós, brasileiros, bem conhecemos os jargões da esquerda nacional e acusações semelhantes feitas às gigantescas concentrações em defesa do Brasil: 7 de setembro seria uma manifestação do fascismo nacional (sic).

Aos defensores de Putin perguntamos por que ele não pede perdão à Ucrânia e rejeita os erros do comunismo da URSS? Condenou o Holodomor?

Genocídio cultural, espiritual

Genocídio cultura e espiritual criado pelo socialismo espanholGenocídio cultura e espiritual criado pelo socialismo espanhol

O livro ESPANHA ANESTESIADA SEM O PERCEBER AMORDAÇADA SEM O QUERER EXTRAVIADA SEM O SABER, publicado pela TFP espanhola em 1988, aborda um importante aspecto do genocídio pelo qual passava a Espanha sob o látego do PSOE: genocídio espiritual, cultural. A denúncia desse livro mostra claramente a obra do Partido Socialista Espanhol, então no Poder, promovendo o genocídio cultural e espiritual da Espanha. Infelizmente, o episcopado espanhol não soube ou não quis cortar o passo ao socialismo.

Diz no Cap VI – Autoridades eclesiásticas diante do genocídio espiritual da Espanha

“a — O Episcopado chamado a vivificar e orientar o sopro de conversão: uma esperança frustrada.

“O Episcopado espanhol percebeu, logo após a guerra civil de 1936-1939, o sopro de conversão séria — ao qual já nos referimos — e que poderia levar a uma restauração inteira da vida católica na Espanha, nos costumes e nas instituições. Pio XII, em 1939, falando sobre a vitória contra o socialo-comunismo manifestava a esperança de que “Deus em sua misericórdia se dignará conduzir a Espanha pelo caminho seguro de sua grandeza católica e tradicional”, instando ainda os governantes a “organizar a vida da Nação em perfeita consonância com sua nobilíssima história de Fé, piedade e civilização católicas” (2). Infelizmente, este programa não foi levado adiante.

Leia o livro aqui.

Esse sentido da palavra genocídio é abordado por BitterWinter: “o crime de genocídio também pode ser cultural, quando visa a destruição do futuro de um povo ao impedir que as gerações vindouras nasçam ou aprendam a sua língua, costumes, cultura e fé. Este tipo de genocídio é apenas mais lento. Às vezes, ele não empilha pilhas horríveis de cadáveres nas laterais das estradas, mas sempre mata sistematicamente cérebros, corações e até corpos.”

* * *

Louvamos a atitude do Senado italiano em se alinhar a tantos países que condenam o Hodolomor. Infelizmente, o Brasil não consta dessa lista de corajosas Nações.

Aplicação prática ao Brasil

Quem lê a denúncia publicada no livro Espanha Anestesiada … dá-se conta perfeitamente de que o programa das esquerdas para o nosso Brasil se faz à maneira de um genocídio cultural-espiritual.

O Pe. José de Anchieta, apóstolo do Brasil, catequisador, compilador da gramática tupi-guarani, fundador de escolas não é considerado o Modelo de Educador, não é o Patrono da Educação; a recente Resolução 715 considera os “terreiros” como complementares ao SUS e, com isso, discrimina a Igreja Católica. O aborto é peça-chave das esquerdas. E, assim, quantos exemplos poderíamos citar. A esquerda quer apagar da memória a nossa cultura lusa, a nossa formação católica, a miscinegação, o convívio pacífico entre as raças.

* * *

Nas Democracias quem manda é o Eleitor. O timão do navio está na mãos de todos nós; saibamos fazer valer, dentro da Lei Natural, das leis humanas o nosso direito de nós afirmarmos como herdeiros da cultura luso-católica que nos foi legada por Portugal e pelos missionários que trouxeram a essa Terra de Santa Cruz a cultura, a Fé, a civilização.

Nossa Senhora Aparecida, proteja o Brasil.

Fonte: Bitter Winter

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Autor

Marcos Machado

Marcos Machado

474 artigos

Pesquisador e compilador de escritos do Prof. Plinio. Percorreu mais de mil cidades brasileiras tomando contato direto com a população, nas Caravanas da TFP. Participou da recuperação da obra intelectual do fundador da TFP. Ex aluno da Escola de Minas de Ouro Preto.

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