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Agenda abortista avança, com a conivência de muitos e o silêncio dos “bons”


Uma muito elucidativa entrevista concedida pelo Prof. Hermes Rodrigues Nery (*) ao canal FORA FORO [de São Paulo] foi postada no último domingo (8-9-13) e aqui a propago para conhecimento de nossos leitores.

O Prof. Hermes — após contar algumas reminiscências de seu passado — explica muito bem toda a questão do objetivo revolucionário do controle populacional, por meio do aborto promovido por instituições internacionais, como a Fundação Rockefeller, financiada por John Rockefeller III.

O entrevistado aponta também para o gravíssimo problema que deparamos presentemente devido à infiltração esquerdista nos meios católicos, o que acaba favorecendo o avanço da “Revolução Cultural” (como novos costumes introduzidos para apressar a desagregação familiar) em nosso País.

A seguir um trecho da entrevista e no final o vídeo (de aproximadamente 2 horas).

GRAMSCI E A INFILTRAÇÃO ESQUERDISTA, LENTA E CIRÚRGICA, NOS MEIOS CATÓLICOS

“Infelizmente temos que reconhecer, com muita tristeza, que parte da Igreja Católica hoje no Brasil está aparelhada ideologicamente. Muitos em postos de decisão ou se calam ou são coniventes com o projeto de implantação do socialismo no Brasil, processo este com táticas gramscianas, e monitorado por organismos externos, internacionais, que vem impondo a agenda abortista no País, com a anuência do governo federal, do PT, isso já a alguns anos.

De maneira que para nós, católicos, está ficando cada vez mais difícil defender o Evangelho da Vida, num terreno que se tornou um campo minado, dentro da própria Igreja, cujo joio do esquerdismo (por falta de um termo melhor) cresce de uma tal forma que está suplantando o pouco trigo ainda existente. Hoje, padres e leigos realmente católicos, que tem efetivo compromisso com as diretrizes, princípios e valores do magistério da Igreja Católica, tem se tornado minoria, e perseguidos (de diversas formas, porque há vários meios de você excluir, desprestigiar, manipular, e dificultar o apostolado daquele que realmente tem amor à Igreja e a Nosso Senhor Jesus Cristo. É uma guerra cultural, interna, intestina, um jogo de linguagens, de subterfúgios, de eufemismos, de instrumentalizações do próprio Evangelho para os fins políticos e perversos deste esquerdismo que grassa por toda a parte, dentro da instituição.

Os fiéis católicos desinformados, mas devotos e tementes a Deus, ficam PERPLEXOS, perplexos diante do que veem, dos contra-testemunhos abundantes, e ou saem fora, daí a evasão, ou ficam mortificados, mas fiéis ao mandato de Nosso Senhor, e aí a evangelização se torna uma cruz no deserto, muitas vezes, dentro da própria Igreja. Eu fiquei, preferi a via estreita da mortificação, pois assumo com honra o meu BATISMO.

Agora, o que acontece? Nem todos conseguem fazer o discernimento. E hoje eu posso dizer pela experiência de engajamento na vida da Igreja há já alguns anos, de que o câncer do esquerdismo gerou metástases, e a corrosão por dentro está de um tal forma, que não sei o que vai acontecer. E esse processo, no Brasil, está muito, mas muito relacionado com o PT, não só com o PT (se vocês forem ver, o Lula e o Fernando Henrique panfletaram juntos, já no final dos anos 70).

O mesmo FHC conta que na transição dos anos 70-80, no esforço de subverter e mudar a sociedade (e sua mentalidade), a Igreja Católica foi uma das esferas escolhidas para — de modo gramsciano, de infiltração lenta e cirúrgica — fazer o germe da subversão agir.

Em seu livro “Perspectivas” (Ed. Paz e Terra, 1983, p. 78), ao se referir á transição dos anos 70-80, ele afirma: “Vê-se hoje no ABC, e especialmente em São Bernardo, o nascimento do espírito da comunistas de modo muito vivo. E é isso que dá à presença o fulgor inegável. (…) A Igreja fornece apenas a moldura, dentro desta o espírito que frutifica é o da igualdade mística num nós coletivo que dissolve momentaneamente hierarquias”.

Naquele período, a Igreja Católica começou então a ser instrumentalizada, e muitos — que hoje ocupam altos postos — contribuíram para isso. O fato é que esta agenda abortista que está sendo implantada no Brasil hoje, ela decorre de um processo que vem de longas décadas, e com uma influência, planejamento e até financiamento que vem de fora. Mas primeiro precisou tomar as instituições, dominá-las e fazer a revolução cultural, ainda em curso.

Hermes Rodrigues Nery e Fernando Henrique Cardoso, em 11 de outubro de 1988, no apto. de FHC, na rua Maranhão, em São PauloEu me lembro de uma conversa que tive com Fernando Henrique [na foto ao lado com o Prof. Hermes], em sua casa, lá no seu apartamento, na rua maranhão, em São Paulo, em 1988, (parte desta conversa foi publicada no Jornal da tarde de SP, em 11 de outubro de 1988). O FHC me disse que trabalhou nos Estados Unidos “num local chamado Institute for Advanced Study(Instituto de Estudos Avançados). E explicou: “Este instituto foi criado na década de 30 para Albert Einstein, por ocasião de sua estada lá, e hoje é um grande instituto de estudos avançados (…) com uma pequena seção de Ciências Humanas, cujo estimulador naquela época era o professor Albert Goldsmidt, que é muito amigo meu, e o José Serra (que trabalhava conosco)”. O processo não é muito diferente do que aconteceu na Europa, por exemplo, quando também lá as instituições acadêmicas foram tomadas, no decurso do século XX para a difusão do marxismo e tantas outras ideologias. Então veja só o quadro: FHC, Ruth Cardoso, Serra, Lula, todos comprometidos com tais influências, de fora; para este processo de tomada das instituições e inoculação — via mídia por exemplo, e outros meios — da ideologia de gênero e tantos outros venenos que estão aí com os efeitos letais estamos começando sentir agora, quando quase tudo já está tomado. Em relação ao aborto, por exemplo, foram eles, o PT, e em São Paulo, com o financiamento da Fundação MacArthur, que começaram a executar o projeto visando a legalização do aborto no Brasil, começando por São Paulo, isto desde 1988, neste contexto de perversão e dissolução moral.

Esforços tem sido feito para evitar que o estado brasileiro patrocine (via SUS) a matança dos inocentes. Tivemos uma vitória importante em 2008, com 33 x 0 na CSSF (eu estava lá naquele dia), mas o PLC 03 foi um projeto ardiloso, uma armadilha, um cavalo de Troia  como todos sabem. E de modo concreto ficou evidente de que a evangelização se torna uma cruz no deserto, muitas vezes, dentro da própria Igreja. Infelizmente, a agenda abortista avança, com a conivência de muitos, com o silêncio dos “bons” que hoje são beneficiados pela lógica perversa de poder, do globalismo que aí está.”

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Paulo Roberto Campos

Paulo Roberto Campos

217 artigos

Jornalista (MTB 83.371/SP), colabora voluntariamente com a Revista "CATOLICISMO" (mensário de Cultura e Atualidades) e com a "ABIM" (Agência Boa Imprensa).

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