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Nada justifica o aborto provocado


Jornais, televisões, rádios e internet noticiaram abundantemente, dias a fio, o caso de uma adolescente frequentadora de bailes funk e usuária de drogas, que sofreu um estupro coletivo no Rio de Janeiro, em 21 de maio último. Algumas notícias falam em 30 agressores, outras dizem mais modestamente tratar-se de três ou quatro. Fala-se ainda que teria sido uma guerra de gangues. No momento em que escrevemos, os fatos ainda não estão inteiramente elucidados.

Seja como for e quaisquer que sejam as condições, o estupro é sempre condenável e os fautores desse crime devem ser punidos. Até aí, nada de novo.

Mas o que pareceu estranho foi a avalanche de notícias, comentários, cartas etc. que esse fato reprovável ocasionou, grande parte dos quais tinha um mal disfarçado fim: defender a prática do aborto em casos de estupro, como se um crime justificasse outro!

Mas a onda propagandista foi ainda mais longe, pedindo que fossem ampliados os casos em que o aborto não é penalizado – e não apenas quando ocorre estupro.

Fica a impressão de que o altamente condenável estupro coletivo foi utilizado pela corrente abortista como uma ocasião propícia para fazer sua propaganda malévola, mais preocupada estava ela em propagar a interrupção voluntária da gravidez que em condenar o pecado de estupro.

*     *     *

A pressão do lobby que propugna a matança de inocentes no seio materno vai tão longe, que busca forçar mudanças de posição até em representantes de setores públicos. Compare o leitor estas duas notícias abaixo.

* “Apresentada nesta terça-feira, 31, como a nova gestora da Secretaria de Políticas para Mulheres, a ex-deputada federal Fátima Pelaes (PMDB-AP) é evangélica e não concorda com a descriminalização do aborto. Ela já se manifestou contra o procedimento inclusive em casos de estupro”. (“O Estado de S. Paulo”, 31-5-2016)

* No dia seguinte, após grande pressão do lobby abortista: “A secretária de Políticas para as Mulheres, Fátima Pelaes, emitiu uma nota nesta quarta-feira (1) defendendo o direito de aborto para mulheres que engravidaram após serem estupradas. O conteúdo da nota representa um recuo de Pelaes que, quando era deputada federal, havia se manifestado contra o direito de aborto para vítimas de estupro. (“UOL Notícias”, 1º/6/2016)

*                          *                          *

O Catecismo da Igreja Católica é bem claro:

“2270. A vida humana deve ser respeitada e protegida, de modo absoluto, a partir do momento da concepção” […]

“2271. A Igreja afirmou, desde o século I, a malícia moral de todo o aborto provocado. E esta doutrina não mudou. Continua invariável. O aborto direto, isto é, querido como fim ou como meio, é gravemente contrário à lei moral […]

“2272. A colaboração formal num aborto constitui falta grave. A Igreja pune com a pena canônica da excomunhão este delito contra a vida humana”.

Diante de tantas pressões abortistas e tantas concessões, recorramos às esclarecedoras palavras do Profeta Isaías: O Senhor chamou-me desde o útero, e do ventre da minha mãe chamou-me pelo meu nome” (Is 49,1).

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Autor

Gregorio Vivanco Lopes

Gregorio Vivanco Lopes

173 artigos

Advogado, formado na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Autor dos livros "Pastoral da Terra e MST incendeiam o Brasil" e, em colaboração, "A Pretexto do Combate Á Globalização Renasce a Luta de Classes".

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