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Convite à Reflexão: Ai De Vós Escribas E Fariseus Hipócritas


Prosseguimos a transcrição do capítulo A CONFIRMAÇÃO PELO NOVO TESTAMENTO do livro escrito pelo Prof. Plinio (1943) Em Defesa da Ação Católica. Lembramos, essa obra foi prefaciada pele então núncio apostólico no Brasil, D. Aloisi Masella. Os Santos Evangelhos recomendam misericórdia e justiça.

Nosso Senhor expulsa os vendilhões do Templo

Tínhamos visto no Post anterior:

O receio de desgostar não pode ser a única regra de apostolado

Com isto demonstrou Ele que o receio de desgostar e de revoltar os faltosos contra a Igreja, não pode ser o único móvel de nossos processos de apostolado. E, no entanto, quantos são hoje em dia, os que estão como São Pedro e os apóstolos, “sem inteligência”, e não entendem a admirável lição de energia e de combatividade que o Mestre Divino nos deu!”

Veremos hoje a continuidade dessa demonstração.

***

Escreveu o Prof. Plinio em seu livro Em Defesa da Ação Católica (1943):

Com isto demonstrou Ele que o receio de desgostar e de revoltar os faltosos contra a Igreja, não pode ser o único móvel de nossos processos de apostolado. E, no entanto, quantos são hoje em dia, os que estão como São Pedro e os apóstolos, “sem inteligência”, e não entendem a admirável lição de energia e de combatividade que o Mestre Divino nos deu! Qual de nossos românticos liberais seria capaz de dizer aos modernos perseguidores da Igreja estas palavras:

“Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! que pagais a dízima da hortelã e do endro e do cuminho, e desprezastes os pontos mais graves da lei, a justiça, e a misericórdia e a fé. São estas coisas que era preciso praticar, sem omitir as outras. Condutores cegos, que filtrais um mosquito e engolis um camelo!

“Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! porque limpais o que está por fora do copo e do prato; e por dentro estais cheios de rapinas e de imundície. Fariseu cego, purifica primeiro o que está dentro do copo e do prato, para que também o que está fora fique limpo.

“Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! porque sois semelhantes aos sepulcros branqueados, que por fora parecem formosos aos homens, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos, e de toda podridão. Assim também vós por fora pareceis justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e iniquidade. Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! que edificais os sepulcros dos profetas, e adornais os monumentos dos justos, e dizeis: Se nós tivéssemos vivido nos dias de nossos pais, não teríamos sido seus cúmplices no sangue dos profetas. Assim dais testemunho contra vós mesmos de que sois filhos daqueles que mataram os profetas. Acabai pois de encher as medidas de vossos pais. Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação ao inferno? Por isso, eis que eu vos envio profetas, e sábios, e escribas e matareis e crucificareis uns, e açoitareis outros nas vossas sinagogas, e os perseguireis de cidade em cidade; para que caia sobre vós todo o sangue justo que se tem derramado sobre a terra, desde o sangue do justo Abel até ao sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que vós matastes entre o templo, e o altar. Em verdade vos digo que tudo isto virá sobre esta geração” (S. Mateus, XXIII, 23 a 36).

A falsa caridade

No entanto, freqüentemente não são eles menos maus que os fariseus já que nem sequer são bons em sua doutrina, em geral escandalosos públicos e depravados que, à corrupção dos fariseus, somam o enorme pecado do mau exemplo, e do orgulho de serem maus. Voltamos a dizer que é um erro imaginar-se que já não há hoje pessoas tão más como as que existiam nos tempos de Nosso Senhor, já que Pio XI nos considerou à beira de um abismo mais profundo do que aquele em que o mundo jazia antes da Redenção. Entretanto, como são numerosas as pessoas que receariam tolamente pecar contra a caridade se dirigissem aos adversários da Igreja uma apóstrofe tão veemente!

Dos fariseus, disse Nosso Senhor: – “Com razão Isaías profetizou de vós, hipócritas, como está escrito: – Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (S. Marcos, VII, 6).

Como imitaríamos bem o Divino Mestre, se dos materialistas corruptos dos nossos dias, disséssemos: “blasfemais contra Deus com vossos lábios e vosso coração está longe dele”.

***

No século XXI temos, além dos materialistas, os progressistas, os adeptos da Teologia da Libertação, os deformadores de nossa Santa Fé Católica: para todos vale a advertência de Nosso Senhor!

Fonte: https://www.pliniocorreadeoliveira.info/EmDefesadaA%C3%A7%C3%A3oCat%C3%B3lica_R_04_2011.pdf

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Machado Costa

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