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Plinio Corrêa de Oliveira
IPCO em Ação

A caravana do IPCO começou

Manifesto: Como perseverar na fé Católica em meio às tormentas de 2023 – 2024

Crise atual na Igreja Católica é resultado das propostas de se afastar da moral tradicional, incluindo o apoio ao "casamento" homossexual, relações extramatrimoniais, aborto e eutanásia.


Manifesto: Como perseverar na fé Católica em meio às tormentas de 2023 – 2024

Índice

  1. A Santa Igreja já enfrentou situações semelhantes no passado e saiu vitoriosa.

Pedro, tu és pedra, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
Mt 16,18

Divinas palavras, cheias de significado, que pronunciamos com veneração e ternura. Não prevalecerão, quer dizer: tentarão vencer, mas não conseguirão.

Mesmo quando o escândalo e a heresia parecem esmagá-la, podemos estar certos de que a Igreja de Deus permanece santa e santificadora. O eclipse não afeta em nada o sol, ainda que por alguns instantes seja essa a impressão.

Estamos atravessando uma das tormentas mais terríveis que a Esposa Mística de Cristo já sofreu em sua história. A confusão doutrinária, cujos efeitos horríveis têm sido sentidos por meio século, afeta o dogma e a moral. Heresias morais estão sendo propagadas e impostas aos fiéis.

O Caminho Sinodal Alemão, encerrado em 11 de março de 2023, talvez seja o exemplo mais típico. As propostas, aprovadas por ampla maioria dos bispos presentes, incluíram bênçãos litúrgicas para “casais” homossexuais, adaptação da Igreja à ideologia de “gênero” e “transgênero”, sacerdócio feminino, entre outros. [1]

Segundo membros da ala mais esquerdista, o sínodo alemão deveria servir de modelo para a Igreja universal [2], sobretudo tendo em vista o Sínodo Mundial sobre a Sinodalidade, marcado para outubro de 2023 e 2024 no Vaticano. Os documentos preparatórios para este evento já começam a suscitar sérias objeções, pois muitas de suas proposições são diametralmente opostas à doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo e à constituição divina da Igreja.

Assim é inteiramente explicável que muitos fieis católicos se sintam acabrunhados, perplexos e tentados de desânimo, sem ter aparentemente a quem recorrer.

Este manifesto pretende ser um pequeno contributo para passarmos este período de provação resistindo fortes na fé (1Pd 5,9), de maneira que daqui a alguns anos possamos olhar para trás e dizer: foi difícil, foi até dificílimo, mas com o auxílio da Santíssima Virgem minha fé saiu ainda mais límpida e firme que antes. Sobretudo: a Igreja Una, Santa, Católica, Apostólica e Romana terá saído da crise brilhante como nunca, assim como o diamante, após a lapidação, esparge muito mais luz.

A Santa Igreja já enfrentou situações semelhantes no passado e saiu vitoriosa.

Gravura de Napoleão. Biblioteca da Universidade de ServilhaGravura de Napoleão. Biblioteca da Universidade de Servilha

Ao longo da história da Igreja, muitas vezes foi a fé dos simples leigos que preservou a fidelidade à Tradição apostólica, como por exemplo durante a crise ariana no século IV. O povo fiel ficou ao lado de uma minoria de bispos (Santo Atanásio, Santo Hilário de Poitiers e Santo Eusébio de Vercelli), enquanto a maioria dos bispos aderiu à heresia, ao ponto de poder-se dizer que “neste tempo de imensa confusão (…) o dogma da divindade de Nosso Senhor foi proclamado, inculcado, guardado e (humanamente falando) preservado muito mais pela Ecclesia docta [a Igreja ensinada] do que pela Ecclesia docens [a Igreja ensinante].” [3]

Ário negou a divindade de Jesus CristoÁrio negou a divindade de Jesus Cristo

Napoleão Bonaparte, no auge de seu poder, teria dito ao Cardeal Consalvi: “Vou destruir a Igreja Católica”. O prelado manteve a calma e respondeu: “Se tantos de nós tentamos durante 1800 anos e não o conseguimos, não será agora que Vossa Majestade o fará”. [4]

O Cardeal apontava para uma verdade crucial: Nosso Senhor Jesus Cristo nunca permitirá que sua Igreja seja destruída, venham os ataques de dentro ou fora de suas muralhas.

A crise ariana soprou como um vendaval, mas a Igreja subsistiu, venceu, floresceu. O arianismo passou… É o que acontecerá após os presentes furacões ‘sinodais’

Ninguém tem autoridade para mudar a doutrina e as estruturas da Igreja

O Apóstolo São Paulo afirmou:

Ainda que alguém — nós ou um anjo baixado do céu — vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, que ele seja anátema. Repito aqui o que acabamos de dizer: se alguém pregar doutrina diferente da que recebestes, seja ele excomungado!
Gal 1, 8-9
Estátua de São Paulo na Basílica de Nossa Senhora da Assunção do Mosteiro de São Bento (São Paulo) na cidade de São Paulo, BrasilEstátua de São Paulo na Basílica de Nossa Senhora da Assunção do Mosteiro de São Bento (São Paulo) na cidade de São Paulo, Brasil

Com efeito, nem o Papa, nem o Sínodo dos Bispos, nem qualquer outro órgão eclesiástico tem autoridade para mudar a doutrina ou constituição da Igreja, que lhe foram fixadas e confiadas em depósito por seu divino Fundador. É o que ensina o Concílio Vaticano I:

A doutrina da fé que Deus revelou é proposta não como uma descoberta filosófica que pode ser aperfeiçoada pela inteligência humana, mas como um depósito divino confiado à noiva de Cristo para ser fielmente protegido e infalivelmente promulgado. Daí também o significado dos dogmas sagrados, uma vez declarado pela Santa Madre Igreja, deve ser sempre mantido, e nunca deve ser abandonado sob o pretexto ou em nome de uma compreensão mais profunda”. [5]

Tal posição é confirmada em documento da Congregação para a Doutrina da Fé, assinado pelo então Cardeal Joseph Ratzinger: “O Romano Pontífice está como todos os fiéis submetido à Palavra de Deus, à fé católica e é garante da obediência da Igreja e, neste sentido, servus servorum. Ele não decide segundo o próprio arbítrio, mas dá voz à vontade do Senhor, que fala ao homem na Escritura vivida e interpretada pela Tradição; noutros termos, a episkopè do Primado tem os limites que procedem da lei divina e da inviolável constituição divina da Igreja, contida na Revelação”. [6]

Lembrou-o recentemente o bispo de Segóvia (Espanha), D. César Franco Martínez: “O primado de Pedro só pode ser exercido em obediência à Escritura e à Tradição, porque o Papa é um discípulo de Cristo que não pode se colocar acima da Igreja em assuntos essenciais para sua estrutura e para a verdade cuja origem remonta à criação e redenção. (…) Com a morte do último apóstolo, o processo constituinte da Igreja chega a seu termo, de modo que tanto o Papa quanto os bispos são os guardiães deste processo e o devem respeitar.” [7]

A lei moral serve para todos os tempos e lugares: o céu e a terra passarão, mas minha palavra não passará (Mt 24, 35)

Para escândalo de incontáveis almas, multiplicaram-se nos últimos anos os casos de bispos que propõem abertamente a mudança do ensinamento católico a respeito das relações homossexuais e da ideologia de gênero, em ação que se diria concertada.

Os bispos flamengos aprovaram, em 2022, um simulacro de bênção a duplas homossexuais, “usando várias declarações do Papa Francisco para desafiar a proibição da Congregação para a Doutrina da Fé, do Vaticano, que dizia que Deus ‘não pode abençoar o pecado’[8]. A fórmula flamenga foi alegada durante o Caminho Sinodal Alemão para justificar as inovações [9].

Em janeiro de 2023, o cardeal de San Diego, nos EUA, publicou artigo na revista jesuíta America, no qual, entre outras coisas, propõe que o Sínodo Mundial opere a “inclusão” de homossexuais praticantes [10] em todas as atividades da Igreja e, especialmente, na recepção da Sagrada Comunhão (sic!). [11]

O próprio relator geral do Sínodo sobre a Sinodalidade, Cardeal Jean-Claude Hollerich, afirmou que o ensino católico sobre as relações homossexuais é “falso” e poderia ser mudado. [12] Pouco antes, alguns bispos franceses haviam pedido ao Papa que o Catecismo da Igreja Católica (n. 2357) não mais condenasse os atos homossexuais como “intrinsecamente desordenados”. Além disso, a Conferência Episcopal Francesa pediu a uma comissão de teólogos que estudem a reformulação da doutrina sobre o tema.[13]

Pe. Timothy Radcliffe, Pregador do retiro pré-sinodalPe. Timothy Radcliffe, Pregador do retiro pré-sinodal

Como se tudo isso não bastasse, foi escolhido como pregador do retiro pré-sinodal o frade dominicano Timothy Radcliffe, que defende publicamente as relações homossexuais como “eucarísticas”, comparando-as à “entrega que Jesus fez de si mesmo” (sic!). [14]

Dizer que é uma completa subversão da moral católica é insuficiente para qualificar tais declarações.

Para quem diga que a moral da Igreja sobre matéria sexual é coisa do passado, e que a Igreja teria mudado de posição depois do Concílio Vaticano II, servem as palavras de S. S. João Paulo II, em discurso de 14 de maio de 1985:

Particularmente, no que concerne à esfera sexual, é notória a firme posição [que Jesus tomou] em defesa da indissolubilidade do matrimônio (cfr. Mt. XIX, 3 a 9) e a condenação do adultério, ainda que só de coração (cfr. Mt. V, 27 ss.).

Diante destas precisas referências evangélicas, é realístico imaginar um Cristo ‘permissivo’ no campo da vida matrimonial, em matéria de aborto, das relações sexuais pré-matrimoniais, extra-matrimoniais ou homossexuais? Certamente permissivista não foi a primitiva comunidade cristã, instruída por aqueles que haviam conhecido pessoalmente a Cristo. Basta aqui reportar-se às numerosas passagens das epístolas paulinas que tratam dessa matéria (cfr. Rom. I, 26 ss.; Cor. VI, 9; Gal. V, 19, etc.). Às palavras do Apóstolo não faltam certamente clareza e rigor. E são palavras inspiradas pelo Alto. Elas permanecem normas para a Igreja de todos os tempos.” [15]

“Discernimento”, “escuta” e “inclusão”: palavras “mágicas” para justificar as mudanças, ao mesmo tempo que se marginaliza e exclui os católicos coerentes.

Os documentos preparatórios para o sínodo mundial propõem ad nauseam a “escuta do povo de Deus” e promovem uma “inclusão radical” das minorias “marginalizadas.

O Vademecum preparatório do sínodo afirma: “para participar plenamente do ato de discernimento, é importante que os batizados escutem as vozes dos outros em seu contexto local, incluindo pessoas que deixaram a prática da fé, pessoas de outras tradições de fé, pessoas sem crenças religiosas, etc.” [16]

Os ateus é que nos precisam dizer agora como devemos ser bons católicos!

A esse rol, o Documento de Trabalho para a Etapa continental acrescenta que devemos incluir no processo de escuta sinodal:os “divorciados casados novamente, pais solteiros, pessoas vivendo em casamentos polígamos, pessoas LGBTQ”. [17]

Fica claro que “escutar” não significa conhecer de perto os problemas, angústias e dificuldades dos povos, o que a Igreja sempre fez, mas usá-los como pretexto para questionar as verdades da fé e da moral.

De fato, quando o povo fiel se manifesta contra as aberrações doutrinárias, aí a “escuta” não vale. Só é válida quando o “povo de Deus” quer a revolução. Aliás, a “escuta” e “inclusão” têm se revelado na prática exclusão e até perseguição contra os sacerdotes e fiéis católicos que dissintam das inovações sinodais.

Em função disso, pergunta o bispo auxiliar de 's-Hertogenbosch (Holanda), D. Robert Mutsaerts: “Quem são aqueles que se sentem excluídos?” E acrescenta que o processo sinodal está sendo conduzido por pessoas que não seguem a moral católica: “Entre os protagonistas deste processo há, para mim, muitos defensores do “casamento” homossexual, pessoas que não acreditam realmente que o aborto é um problema e que nunca se mostram realmente defensores do rico credo da Igreja (...). Quão antipastoral, quão pouco caridoso [18]."

Transformação da coluna vertebral da Igreja em uma sinodalidade cartilaginosa e tribal

Quando analisamos os textos sinodais, e sobretudo o “espírito” do Sínodo, isto é, o clima artificialmente criado de inquietação e urgência de mudanças, podemos discernir duas tendencias principais. Uma, mais barulhenta e visível: a mudança da moral sexual, já comentada acima. A segunda é mais profunda, sutil e dificilmente compreendida pela média dos fiéis: ela visa mudar a constituição divina da Igreja.

Prof. Plinio Corrêa de OliveiraProf. Plinio Corrêa de Oliveira

Tal tendência não nasceu agora. Ela vem se gestando nos meios ditos progressistas há décadas. Denunciou este erro desde seu nascedouro o grande pensador e líder católico, Plinio Corrêa de Oliveira. Em 1943, em seu primeiro livro Em defesa da Ação Católica [19], ele já apontava para a sanha destruidora dos herdeiros do modernismo, que na década de 30 e 40 se enfronhavam nos meios católicos para minar gradualmente a constituição divina da Igreja.

Cinquenta anos depois, o insigne professor alertou para a tentativa de introduzir na Igreja um modelo tribal de governo: “a maneira de fazer isso já pode ser vista claramente nas correntes dos teólogos e canonistas que pretendem transformar a nobre e óssea rigidez da estrutura eclesiástica, como Nosso Senhor Jesus Cristo a instituiu e vinte séculos de vida religiosa a moldaram magnificamente, em um tecido cartilaginoso, elástico e amorfo(…), de grupos religiosos nos quais a firme autoridade canônica está sendo gradualmente substituída pela ascendência de “profetas” mais ou menos pentecostalistas, eles próprios congêneres dos feiticeiros do estruturalismo-tribalismo”. [20]

O que em 1992 podia parecer exagerado a um leitor superficial, os processos sinodais hodiernos estão claramente pondo em prática. O Instrumentum Laboris do Sínodo para a Amazônia de 2019, por exemplo, reconheceu o impacto da concepção tribal dos povos aborígines em suas propostas de reforma estrutural da Igreja:

“A Igreja deve se encarnar nas culturas amazônicas, que têm um forte senso de comunidade, igualdade e solidariedade e, portanto, não aceitam o clericalismo em suas diversas formas de manifestação. Os povos nativos têm uma rica tradição de organização social onde a autoridade é rotativa e com um profundo senso de serviço. A partir desta experiência de organização, seria oportuno reconsiderar a ideia de que o exercício da jurisdição (poder de governo) deve estar vinculado em todas as áreas (sacramental, judicial, administrativa) e de forma permanente ao sacramento da ordem“. [21]

A chave para essa autodemolição está na negação do sacerdócio hierárquico. Trata-se de “superar uma visão da Igreja construída em torno do ministério ordenado, a fim de avançar em direção a uma Igreja “ministerial integral”. [22]

Em termos mais claros: na “Igreja sinodal”, de pouco ou nada valerá o sacramento da Ordem e a sagração episcopal!

Disse com clareza o conhecido canonista Fr. Gerald E. Murray, “esta inovação deve ser resistida pelos bispos da Igreja. Ela entra em conflito com os ensinamentos dogmáticos da Igreja sobre a natureza do sacramento da Ordem, em particular sobre a natureza do episcopado.” [23]

Em 22 de abril de 1994, S. S. João Paulo II advertiu os cardeais e bispos participantes de reunião promovida pela Congregação para o Clero:

Junto com o bom trigo, porém, cresceu, às vezes, o joio de uma certa ideologia, tributária de uma visão de sinodalidade perpétua da Igreja e de uma concepção funcionalista da Ordem Sagrada, em sério prejuízo da identidade teológica tanto de leigos como de clérigos e, consequentemente, de toda a obra de evangelização“. [24]

Cerimónia de plantação de árvores antes do Sínodo para a Amazónia | Giulio Origlia. GettyCerimónia de plantação de árvores antes do Sínodo para a Amazónia | Giulio Origlia. Getty

Por sua vez, em 1997, a Instrução sobre Certas Questões relativas à Colaboração dos Leigos Fiéis no Ministério Sagrado dos Sacerdotes [25] , assinada pelos cardeais responsáveis por nada menos que oito dicastérios romanos e especificamente aprovada pelo Papa, após reiterar o ensinamento tradicional da Igreja sobre a diferença essencial entre o sacerdócio ministerial dos clérigos e o sacerdócio comum dos fiéis, extraiu a consequência de que “as funções do ministério ordenado, consideradas um todo, constituem, em razão de seu fundamento único, uma unidade indivisível“. E acrescentou outra razão teológica de suprema importância: “Uma e única, de fato, como em Cristo, é a raiz da ação salvífica, significada e realizada pelo ministro no desempenho das funções de ensinar, santificar e governar os fiéis. Esta unidade qualifica essencialmente o exercício das funções do ministério sagrado, sendo sempre um exercício, de várias maneiras, da função de Cristo, Cabeça da Igreja”.

O Cardeal Joseph Zen declarou recentemente ao diário Il Giornale: “Estamos muito preocupados com o que pode acontecer com o Sínodo dos Bispos. E receio que o Sínodo repita o mesmo erro que a Igreja holandesa 50 anos atrás, quando os bispos recuaram e aceitaram que os fiéis deveriam liderar a Igreja; então o número deles diminuiu. Rezemos para que nosso Papa tenha mais sabedoria”. [26]

O Prefeito emérito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Gerhard Müller, também declarou: “Quem nega os elementos essenciais deste ministério ordenado instituído por Cristo na Igreja como ministério autorizado da Palavra e do sacramento, e quem não reconhece bispos e sacerdotes como pastores designados pelo Espírito Santo, não pode mais se chamar católico“. [27]

Perguntado pelo Pillar qual será o resultado do processo sinodal de três anos, o Arcebispo Charles Chaput (emérito de Filadélfia, EUA), respondeu:

acho que é imprudente e propenso à manipulação, e a manipulação envolve sempre desonestidade. (…) A sinodalidade arrisca se tornar uma espécie de Vaticano III Lite; um concílio rotativo em uma escala muito mais controlável e maleável. Isso não serviria às necessidades da Igreja ou de seu povo. [28]

No mesmo sentido pronunciou-se com clarividência Dom Athanasius Schneider:

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Dom Athanasius SchneiderDom Athanasius Schneider

“Deus estabeleceu Sua Igreja como um corpo hierárquico. Quando a lei da verticalidade não é observada em um corpo, ou seja, se o centro de comando do cérebro é danificado ou desconsiderado, então o corpo sofrerá confusão e prejuízo. A crítica ao princípio da verticalidade no corpo da Igreja, que o Papa Francisco está fazendo, está minando a constituição divina da Igreja e equivale a ceder ao espírito mundano de competição entre os membros de um corpo, algo sobre o qual São Paulo nos advertiu. Em um corpo, há em virtude de sua constituição natural partes substancialmente diferentes: algumas são mais visíveis e responsáveis pelo governo, enquanto outras são mais escondidas e necessitadas de governo (cf. 1 Cor. 12:17-19, 22-27). Deus deu a Sua Igreja uma constituição claramente vertical: “E Deus nomeou na Igreja os primeiros apóstolos, os segundos profetas, os terceiros mestres.” (1 Cor. 12:28).”

“A respeito daqueles que Deus designou para cargos de autoridade, o Papa Leão XIII ensinou: “Estes, então, são os deveres de um pastor: colocar-se como líder à frente de seu rebanho, prover alimento adequado para ele, afastar perigos, proteger-se de inimigos insidiosos, defendê-lo contra a violência: em uma palavra, regê-lo e governá-lo” (Encíclica Satis Cognitum, n. 12). A colaboração mútua entre a hierarquia — a linha vertical no Corpo Místico de Cristo — e os fiéis leigos, sempre foi ensinada pelo Magistério da Igreja e não é uma descoberta do atual ‘Caminho Sinodal'”. [29]

* * *

Em artigo bem documentado para a revista teológica Communio, Nicholas J. Healy Jr., professor associado da Universidade Católica da América, escreveu:

“O que falta nos vários documentos sobre a sinodalidade ou o processo sinodal é uma reflexão adequada sobre a fonte e o significado da autoridade hierárquica na Igreja. […]

“Neste contexto, é necessário recordar a natureza sacramental da autoridade eclesiástica. O ministério hierárquico não é delegado nem autorizado pelos membros da Igreja; é um dom de graça […].

“A natureza sacramental da autoridade eclesial sugere um caminho de reforma bastante diferente da ideia de ‘promover a participação na tomada de decisões’ proposta pelo processo sinodal”. A verdadeira reforma, portanto, exige um retorno à fonte vital da autoridade, o próprio Cristo. Isto é mais do que um apelo moral para que os ministros hierárquicos da Igreja ajam como servos. Um retorno à fonte de autoridade implica em preservar fielmente o inestimável dom de Cristo que é o depósito da fé”. [30]

Não há novidade nas inovações do Sínodo

Os temas dos documentos pré-sinodais correspondem às exigências ultrapassadas das correntes mais progressistas. Quem lê os anais do Conselho Pastoral holandês (1968 – 1970) fica impressionado com a semelhança deste com o recente Caminho Sinodal Alemão, e com alguns dos documentos preparatórios para o Sínodo Mundial 2023-2024.

Os documentos preparatórios do Conselho Pastoral batavo propunham a abertura da Igreja para relações extramatrimoniais, homossexualidade, aborto e eutanásia. [31] Em sua quinta sessão em janeiro de 1970, a proposta de abolir a exigência do celibato sacerdotal foi aprovada por 92 votos a favor, 2 contra, 3 em branco e abstenção dos 8 bispos presentes. No sínodo alemão de 2023, semelhante proposta obteve 94,71% a favor e 5,29% contra, 7,8% de abstenções…

Plus ça change, plus c’est la même chose, dizem os franceses: quanto mais isso muda, mais continua o mesmo!

Resultado prático? Após a escandalosa assembleia trienal, a igreja holandesa entrou em profunda crise de identidade, agravada por dissensões internas e pela percepção de que estava caminhando para um cisma. Em 1970 já havia celebrações litúrgicas de uniões entre pessoas do mesmo sexo na Holanda, incluindo uma Missa pro homophilis[32]

Para tentar resolver a crise, S.S. João Paulo II convocou, em janeiro de 1980, um Sínodo Especial dos Bispos da Holanda, no qual as questões controversas foram discutidas. No final da reunião, todos os bispos holandeses tiveram que assinar um documento com as conclusões, muitas das quais representavam uma retração dos erros professados na reunião de 1968-1970. [33]

Por que insistir hoje em trilhar um caminho tão comprovadamente desastroso?

Vale aqui ressaltar que a mesma corrente progressista, que desde aquela época vem promovendo na Igreja a “liberação sexual” da Sorbonne, hoje se arvora como paladina contra os abusos sexuais, frutos podres dessa mesma “liberação sexual”…

A lei do amor de Nosso Senhor Jesus Cristo não está em contradição com Sua lei moral

Os documentos pré-sinodais insinuam que a mudança da moral é uma exigência da “lei do amor”. Esta nos obrigaria à “inclusão radical”. Respondendo a isso, o Arcebispo Samuel Aquila, de Denver (EUA), mostrou como Nosso Senhor estava longe de praticar a “inclusão radical” daqueles que rejeitavam seus ensinamentos, e em vez disso exigia a fidelidade de seus seguidores: “O próprio Jesus não fez exigências que distinguiam seus discípulos daqueles que não respondiam ao chamado radical e dispendioso do Evangelho? (…) Jesus nunca dilui seu ensinamento, nem apela à consciência; ele dá testemunho da verdade (cf. Jó 18,37).

“(…)A apresentação feita por alguns bispos e cardeais infelizmente não prega a radicalidade do Evangelho e obscurece o verdadeiro amor eterno do Pai pelo pecador. Fé em Jesus Cristo significa uma conversão de vida que leva à paz interior e à alegria eterna, uma alegria e uma paz que ninguém pode tirar do discípulo”. [34]

Segundo discurso de S.S. João Paulo II, já citado acima, “O rigor do preceito e a alegria de coração podem conciliar-se perfeitamente entre si, se a pessoa que age é movida pelo amor. Quem ama não teme o sacrifício. Pelo contrário, ela procura no sacrifício a prova mais convincente da autenticidade do seu amor”. [35]

Em suas Considerações sobre o reconhecimento legal proposto das uniões entre pessoas do mesmo sexo, a Congregação para a Doutrina da Fé afirma:

“Para defender a legalização das uniões homossexuais, o princípio do respeito e da não-discriminação das pessoas não pode ser invocado. Distinguir pessoas ou negar a alguém um reconhecimento legal ou um serviço social só é de fato inaceitável se for contrário à justiça (cf. São Tomás de Aquino, Summa Theologiæ, II-II, p. 63, a.1, c.). Não atribuir o status social e jurídico do casamento a formas de vida que não são e não podem ser matrimoniais não é oposto à justiça, mas, pelo contrário, é exigido por ela”. [36]

Os bispos, sacerdotes e fieis, especialmente os encarregados de funções nas dioceses e paróquias, têm o dever de consciência de negar sua participação em “bênçãos” para duplas homossexuais, ou cerimônias do gênero.

Essas ditas cerimônias são sacrílegas, pois, além de tentarem justificar e incentivar atos classificados pela moral católica como pecados, ainda fazem uma simulação do sacramento do matrimônio. Já por esse aspecto, constituem objetivamente pecado grave contra o segundo Mandamento da lei de Deus: “Não tomar o santo nome de Deus em vão”

Manifestações em Frankfurt contra o Caminho Sinodal AlemãoManifestações em Frankfurt contra o Caminho Sinodal Alemão

A esse respeito se pronunciou novamente a Congregação para a Doutrina da Fé no início de 2021:

“Para ser coerente com a natureza dos sacramentais, quando se invoca a bênção sobre algumas relações humanas, é necessário — além da reta intenção daqueles que dela participam — que aquilo que é abençoado seja objetiva e positivamente ordenado a receber e a exprimir a graça, em função dos desígnios de Deus inscritos na Criação e plenamente revelados por Cristo Senhor. São pois compatíveis com a essência da bênção dada pela Igreja somente aquelas realidades que de perse são ordenadas a servir a tais desígnios.

Por tal motivo, não é lícito conceder uma bênção a relações, ou mesmo a parcerias estáveis, que implicam uma prática sexual fora do matrimônio (ou seja, fora da união indissolúvel de um homem e uma mulher, aberta por si à transmissão da vida), como é o caso das uniões entre pessoas do mesmo sexo” [37].

Além disso, tais cerimônias, independentemente dos eufemismos utilizados, são um meio que os demolidores escolheram para logo em seguida pleitear o “matrimônio” homossexual. Gregor Podschun, presidente da Federação da Juventude Católica Alemã, confessou em 11 de março de 2023: “Saudamos a decisão da Assembleia Sinodal na Alemanha de introduzir celebrações de bênção para casais do mesmo sexo e queer. No entanto, esta decisão é apenas um pequeno passo, precisamos de um casamento sacramental para todos”. [38]

A pergunta que não quer calar: quem propõe isso ainda pode se dizer católico?

Apesar da impossibilidade doutrinária e moral, e da proibição explícita do Vaticano, o então vice-presidente da Conferência Episcopal Alemã, D. Franz-Josef Bode, bispo de Osnabrück, logo terminado o sínodo alemão já começou a implementar em sua diocese as sacrílegas “bênçãos”.[39] Dias depois, teve de pedir demissão por não ter agido corretamente diante de casos de abusos sexuais em sua diocese.[40] Caso sintomático de como os “avanços’ sinodais não ajudam em nada a luta contra tais abusos…

A manobra dialética para amortecer as reações é típica dos movimentos revolucionários

Sacerdote abençoando uma dupla de duas mulheres. Munique Foto: Felix HörhagerSacerdote abençoando uma dupla de duas mulheres. Munique Foto: Felix Hörhager

É preciso ter os olhos bem abertos para a tática, famosa sobretudo desde a Revolução Francesa, de recuar um passo após já ter avançado dois. É a hora em que as oposições adormecem, mesmo que um enorme passo tenha sido dado. Há quem seriamente levante a hipótese de que setores mais esquerdistas do episcopado internacional tenham calculado tirar bom proveito da radicalidade tresloucada do Caminho Sinodal Alemão. Após estarem eriçados com as conclusões de sua última assembleia de março de 2023, muitos fiéis desavisados acabariam acatando propostas doutrinariamente errôneas, mas na aparência menos assustadoras, do Sínodo Mundial.

Uma “agente pastoral” abençoa duplas do mesmo sexo durante uma cerimônia em uma igreja em Colônia, Alemanha. Foto: Reuters via BBCUma “agente pastoral” abençoa duplas do mesmo sexo durante uma cerimônia em uma igreja em Colônia, Alemanha. Foto: Reuters via BBC

Outra manobra dialética: os ativistas sinodais espalham entre os fieis o medo de dizer algo contra as inovações, sob pena de “causar divisão”. Como se a “unidade” no erro fosse desejável. A unidade só é boa se nasce da verdade. E a verdade só vem daquele que disse de si mesmo “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Não nos deixemos levar por essa falácia, pois é a sanha destruidora dos mesmos ativistas que está rompendo a unidade. Nessa esparrela não caímos!

Não se deixe impressionar pelo triunfalismo dos demolidores

A verdade e o bem não dependem de maioria ou minoria. Mas a experiência recente demonstrou que sequer a “maioria” os demolidores a têm. Fora de suas próprias reuniões, eles constituem uma minoria barulhenta e determinada, que trata de se impor a uma maioria que poderíamos denominar a “Igreja do Silêncio”.

Confessa-o um documento preparatório para um dos sínodos regionais dos bispos: os padres e os fiéis comuns — especialmente os jovens — se afastaram do “processo de escuta”, desconfiando que o Sínodo fosse vítima de grupos de pressão. [41]

Lembremo-nos que ainda em 2015, quando se preparava o Sínodo da Família, uma coalizão de movimentos pró-família promoveu a Filial Súplica ao Papa Francisco, colhendo a impressionante cifra de 879.451 assinaturas, contando com a participação de 202 prelados, entre Cardeais, Arcebispos e Bispos. [42] A ala progressista, mesmo contando com todo apoio midiático e polpudas verbas, coletou na época apenas menos de 10% desse número.

Portanto, caro leitor, não se impressione com as farândolas midiáticas, feitas para desanimar a boa reação. Passado o primeiro momento de “festa”, a realidade pouco a pouco vem à tona. O fato é que cada vez mais vozes autorizadas se levantam contra a autodemolição. Vejamos alguns casos:

Em recente entrevista, o Cardeal Gerhard Müller fez a impressionante declaração de que o recém-terminado Caminho Sinodal Alemão era pior do que cisma:

[neste sínodo] a essência do cristão é abandonada em favor de sua transformação em uma variante da cultura materialista e niilista da auto-redenção e auto-criação do homem. Em vez da Palavra de Deus nas Sagradas Escrituras e na tradição da Igreja, faz-se referência a “autoridades” como Michel Foucault, Judith Butler, Helmut Kentler ou Yuval Harari. Não se pode expulsar o demônio com Belzebu, ou seja, na luta contra a pedofilia, não se pode retirar a sexualidade humana da reivindicação dos mandamentos de Deus e do poder transformador de sua graça e degradá-la a um prazer privado, sem moral. [43]

O bispo espanhol de Orihuela-Alicante, D. José Ignacio Munilla, declarou em 12 de março de 2023 sobre o mesmo evento: “Uma igreja mundanizada deixa de ser o porta-voz de Deus e torna-se o quadro de avisos do pensamento único dominante… Rezemos pelo Papa, para que Deus lhe dê a força para evitar que o cisma alemão se espalhe para o resto da Igreja Católica”! [44]

Na diocese de Coira, na Suíça, o ordinário local havia emitido em abril de 2022 um código de conduta pró-LGBT para toda sua diocese, obrigando sacerdotes e empregados a atitudes incompatíveis com a doutrina católica. Muitos sacerdotes se uniram e solicitaram publicamente ao bispo que alterasse o documento. [45]

Nos Estados Unidos, os absurdos teológicos do Cardeal McElroy, mencionados no ponto 3 acima, causaram indignação dos fiéis e reação de vários prelados. Os excelentíssimos arcebispos D. Joseph Naumann (Kansas City, Kan.) e D. Samuel Aquila (Denver, Col.), e o bispos D. James Conley (Lincoln, Neb.) e D. Thomas Paprocki (Springfield, IL), entre outros, saíram a público contra as teses do bispo de San Diego. [46]

O bispo-auxiliar de s’Hertogenbosch, na Holanda, Mons. Robert Mutsaerts, afirmou sobre o processo sinodal:

Até hoje, o processo sinodal é mais uma experiência sociológica e tem pouco a ver com o Espírito Santo que supostamente se faz ouvir através de tudo isso. Isso quase poderia ser chamado de blasfêmia. O que está ficando cada vez mais claro é que o processo sinodal será usado para mudar várias posições da Igreja, com o Espírito Santo também sendo lançado na luta como um defensor, mesmo que o Espírito Santo tenha realmente inspirado algo contra-intuitivo ao longo dos séculos. […] Deus está fora de cena neste mísero processo sinodal. [47]

Conclusão: apelo à maioria silenciosa

Quanto mais tempo alguém se calou, com mais atenção sua voz é ouvida quando, por fim, decide falar. Terminamos, pois, estas linhas, fazendo um apelo à “Igreja do Silêncio”: falai!

Oh, senhores Cardeais, Bispos, sacerdotes e até mesmo fieis: falai!

O que significa aqui “falar”? É reafirmar os ensinamentos perenes de Nosso Senhor Jesus Cristo e Sua Igreja. Não calar diante da “abominação da desolação” que penetra no lugar santo. Deixar clara nossa posição e não compactuar.

Mas qual a utilidade prática de cada um, em seus ambientes, falar? Segundo Plinio Corrêa de Oliveira, “abrimos os olhos [dos fiéis] às urdiduras dos Pastores infiéis. O resultado é que estes vão levando cada vez menos ovelhas nos caminhos da perdição em que se embrenharam. Não é isto, só por si, uma vitória. Mas é uma preciosa e indispensável condição para ela”. [48]

Falai, portanto. Oh sim, vos suplicamos ajoelhados, falai!

De público, na imprensa, nos boletins católicos, falai!

Nos círculos privados, nas reuniões paroquiais, aos amigos, falai.

Deram disso o exemplo aqueles prelados que, durante as perseguições comunistas e a desastrosa Ostpolitik, permaneceram fieis, resistiram, falaram. Seus nomes estão inscritos, com letras de ouro, no livro da vida: Cardeal József Mindszenty, da Hungria, Cardeal Aloysius Stepinac, da Croácia, Cardeal Josyf Slipyj, da Ucrânia, entre outros.

Imagem peregrina internacional de Nossa Senhora de FátimaImagem peregrina internacional de Nossa Senhora de Fátima

O prêmio de vossa coragem está previsto por Nosso Divino Salvador: "Não temais aqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma; temei antes aquele que pode precipitar a alma e o corpo na geena… Não temais, pois. Quem der testemunho de mim diante dos homens, também eu darei testemunho dele diante de meu Pai que está nos céus." (Mt 10, 28-32)

A Igreja passou por incontáveis crises e eclipses nos quais parecia que a luz de Sua graça, beleza e verdade, coberta por sombras de heresias e confusão, não mais brilhava. Entretanto, Ela saiu incólume, brilhando novamente em todo o Seu esplendor. Como Maria Santíssima, Ela “surge como a aurora, bela como a lua, luminosa como o sol, terrível como um exército em ordem de batalha”. (Cant. 6, 9)

Voltemos à casa paterna, à sã doutrina, à devoção filial à Santíssima Virgem. Rainha da Igreja, Ela nos salvará e vencerá, como prometeu em Fátima:

“POR FIM, MEU IMACULADO CORAÇÃO TRIUNFARÁ”.

Instituto Plinio Corrêa de Oliveira

* * *

  1. Já estão registrados diante de Deus e dos homens o nome dos bispos que votaram contra as principais abominações do sínodo alemão: D. Rudolf Voderholzer (Regensburg), D. Gregor Maria Hanke (Eichstätt), D. Dominik Schwaderlapp (Auxiliar de Colônia), D. Stefan Oster, SDB (Passau), D. Mathias Heinrich (Auxiliar Berlim), D. Florian Wörner (Auxiliar de Augsburg).
  2. Cfr. Sacred Heart University, 13-10-22: “The German Model May be the Best Path Towards Church Reform”, disponível em: https://sacredheartuniversity.typepad.com/go_rebuild_my_house/2022/10/the-german-model-may-be-the-best-path-towards-church-reform.html.
  3. John Henry Newman, On Consulting the Faithful in matters of faith, p. 75
  4. Das diversas versões que circulam do famoso diálogo, ver por exemplo The New York Times, 28-3-2010
  5. Constituição Dogmática Dei Filius
  6. O Primado do Sucessor de Pedro no Mistério da Igreja. Disponível em: https://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19981031_primato-successore-pietro_po.html
  7. Infovaticana, 17-3-23
  8. The Tablet, 21-9-22
  9. Katholisch.de, 30-9-22
  10. Ele usa o termo genérico ‘LGBT’
  11. Robert W. McElroy, “Cardinal McElroy Responds to His Critics on Sexual Sin, the Eucharist, and LGBT and Divorced/Remarried Catholics,” America, Mar. 2, 2023, https://www.americamagazine.org/faith/2023/03/02/mcelroy-eucharist-sin-inclusion-response-244827.
  12. The Catholic Herald, 3-2-22
  13. La Croix, 3-3-2023
  14. Catholic News Agency, 23-1-2023
  15. (“L’Osservatore Romano”, 16-5-1985).
  16. Vademecum, p.17.
  17. N. 39. Disponível em: https://www.synod.va/content/dam/synod/common/phases/continental-stage/dcs/Documento-Tappa-Continentale-ES.pdf
  18. https://vitaminexp.blogspot.com/2022/11/synodaal-proces-als-instrument-om-kerk.html
  19. Em defesa da ação Católica
  20. Livro: Revolução e Contra-Revolução, Parte III, Cap. 2E
  21. AMAZÔNIA: NOVOS CAMINHOS PARA A IGREJA E PARA UMA ECOLOGIA COMPREENSIVA, n° 127, https://press.vatican.va/content/salastampa/es/bollettino/pubblico/2018/06/08/panam.html
  22. N. 67. Disponível em: https://www.synod.va/content/dam/synod/common/phases/continental-stage/dcs/Documento-Tappa-Continentale-ES.pdf
  23. The Catholic Thing, 27-3-23.
  24. Doc. Cit. n° 2, https://www.vatican.va/content/john-paul-ii/it/speeches/1994/april/documents/hf_jp-ii_spe_19940422_fedeli-laici.html
  25. https://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cclergy/documents/rc_con_interdic_doc_15081997_sp.html
  26. https://www.ilgiornale.it/news/politica/dimissioni-papa-faccia-ratzinger-2105946.html
  27. https://www.aciprensa.com/noticias/cardenal-muller-camino-sinodal-aleman-no-representa-a-nadie-mas-que-a-sus-miembros-13579
  28. https://www.pillarcatholic.com/chaput-speaking-the-truth-is-polarizing/
  29. https://www.gloriadei.io/bishop-schneider-on-synodality/
  30. https://www.communio-icr.com/articles/view/communion-sacramental-authority-and-the-limits-of-synodality
  31. Time, “Roman Catholics: Declaration of Independence”, Friday, Jan. 17, 1969, https://content.time.com/time/subscriber/article/0,33009,838884,00.html
  32. Romano Amerio, Iota Unum – Étude des variations de l’Église catholique au XXe siècle, NEL, Paris, 1987, p.348.
  33. https://www.vatican.va/content/john-paul-ii/es/speeches/1980/january/documents/hf_jp-ii_spe_19800130_sinodo.html
  34. “Radical inclusion requires radical love”, https://www.catholicworldreport.com/2023/02/01/radical-inclusion-requires-radical-love/
  35. (“L’Osservatore Romano”, 16-5-1985).
  36. Disponível em: https:// www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20030731_homosexual-unions_sp.html
  37. Responsum de la Congregación para la Doctrina de la Fe a un dubium sobre las bendicionesde las uniones de personas del mismo sexo, 15.03.2021, https://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20210222_responsum-dubium-unioni_po.html
  38. Texto publicado em seu twitter: “Wir begrüßen den Beschluss der Synodalversammlung in Deutschland Segensfeiern für gleichgeschlechtliche und queere Paare einzuführen. Dieser Beschluss ist aber nur ein Minischritt, wir brauchen die sakramentale Ehe für alle”. Cfr. também o site oficial da federação: https://www.bdkj.de/aktuelles/artikel/liebe-kann-niemals-suende-sein
  39. Infovaticana, 16-3-23.
  40. Cfr. Die Welt, 25-3-23
  41. Documento de Trabalho para a Etapa Continental, n. 18,19 e 35.
  42. Cfr. https://filialsuplica.org/firstcampaign/
  43. Entrevista ao portal alemão Tichys Einblick, em 19 de março de 2023, disponível em https://www.tichyseinblick.de/interviews/kardinal-mueller-synodaler-weg/
  44. Infovaticana, 12-3-23
  45. Infovaticana, 15-3-23
  46. Cfr. https://www.tfp.org/cardinal-mcelroy-homoheresy-and-the-churchs-apparent-eclipse/
  47. https://vitaminexp.blogspot.com/2022/11/synodaal-proces-als-instrument-om-kerk.html
  48. Livro: Revolução e Contra-Revolução, Parte III, Cap. 2, 4d.

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Instituto Plinio Corrêa de Oliveira

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O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira é uma associação de direito privado, pessoa jurídica de fins não econômicos, nos termos do novo Código Civil. O IPCO foi fundado em 8 de dezembro de 2006 por um grupo de discípulos do saudoso líder católico brasileiro, por iniciativa do Eng° Adolpho Lindenberg, seu primo-irmão e um de seus primeiros seguidores, o qual assumiu a presidência da entidade.

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