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Plinio Corrêa de Oliveira
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Livro: Uma brecha na barragem - A infiltração do lobby LGBT na Igreja

Quem ainda é católico na Igreja Católica?

A matéria de Fiducia Supplicans gerou reações diversas, com críticas à bênção a recasados e casais LGBT. A revista dos Jesuítas celebra as mudanças, enquanto há oposição de líderes religiosos.


Quem ainda é católico na Igreja Católica?

Mudou a doutrina Católica?

A revista dos Jesuítas nos EUA — AMERICA — (de Fé e Cultura) comemora a Declaração Fiducia Supplicans com triunfalismo: “a Igreja está mudando”.

A Igreja pode mudar em matéria de Fé e Moral?

Lembrei-me de consultar o valioso e documentado site http://pliniocorreadeoliveira.info à procura de algum artigo do Prof. Plinio que pudesse servir de orientação a nossos leitores. E encontro exatamente essa passagem que disponibilizo aos amigos:

— [...] quem afirma, implícita ou explicitamente, que a Moral da Igreja mudou, este sim, peca contra a Fé.


— Se elas acham que mudou, como podem admitir a infalibilidade e a divindade da Igreja? 

 — E se acham que não mudou, como querem ser tomadas como católicas?

Vamos ao texto integral do artigo publicado na Follha de São Paulo, 5 de janeiro de 1975. O artigo não trata da agenda lgbt, aborda o nudismo penetrando nos meios católicos, e levanta a crucial pergunta:

Quem ainda é católico na Igreja Católica?

“Em uma sala junto à Igreja da Piedade, em Salvador, religiosos capuchinhos permitiram que se instalasse uma boutique, na qual se vendem objetos unissex, entre os quais biquínis.

“Como bem se pode imaginar, a iniciativa causou escândalo a muitos freqüentadores do templo.

“Frei Benjamim Capelli explicou que o aluguel da loja garantirá maior disponibilidade de renda para as obras assistenciais da paróquia.

“Sentindo talvez a inconsistência da alegação — pois a imoralidade do meio não se justifica pela liceidade do fim — Frei Bruno Rossi aduziu outro argumento: “Só lamento — disse ele — que alguns dos nossos irmãos, certamente firmes e radicados na fé, se escandalizem com tanta facilidade e alimentem preconceitos tão pueris. É interessante e sintomático que frades tradicionalmente austeros como os capuchinhos não tenham percebido a inconveniência do negócio. Será que não chegou a hora de derrubar falsos preconceitos?” Esses dados são extraídos de uma notícia do “Jornal do Brasil”, de 5 de dezembro passado. Ou seja, de exatamente há um mês.

* * *

“Que eu saiba, a informação não teve desmentido. Sentir-me-ei muito alegre se alguém me escrever que o fato noticiado é inverídico. Comprometo-me desde já a inteirar do desmentido os leitores.

“Duvido, porém, de que ele venha. E assim vou adiantando meu comentário.

“Quando, há alguns meses atrás, publiquei uma notícia de um convento de religiosas da Espanha que fabricava biquínis, causei entre os leitores explicável sensação. E, se bem que ninguém ousasse desmentir tão insólita notícia, não faltou quem a julgasse duvidosa; tanto escândalo não podia acontecer.

“Agora caso análogo estoura em Salvador. Pois não há tanta diferença entre fabricar biquínis e vendê-los.

“Contudo, nem do caso espanhol, nem do baiano, a imensa maioria das pessoas tira as conclusões devidas.

“Uma destas, entretanto, salta aos olhos. Se desde sua fundação até nossos dias, a Igreja considerou com horror o nudismo — do qual o biquíni é uma das manifestações mais agressivas — e se, em nossos dias, entidades eclesiásticas fabricam e vendem biquínis, de duas uma:

  • ou a Moral católica mudou totalmente, e então a Igreja não é infalível nem divina;
  • ou essas entidades eclesiásticas — ao afirmarem, implícita mas ostensivamente, a legitimidade do biquíni — adulteram o ensino da Igreja, e por si mesmas se excluem desta.
  • Ora, como a primeira hipótese é de todo em todo inaceitável, a segunda se impõe.

* * *

Não tenhamos medo de ver a verdade de frente. Este tema — do nudismo — levanta uma pergunta que vai muito além do caso dos dois conventos “biquinistas”.

“É absolutamente impossível que o uso do biquíni e de outras formas de rombuda agressão sexual se tenha generalizado tanto, sem que haja muitos diretores espirituais que concedam absolvição a pessoas que, por seu modo de trajar, não poderiam recebê-la. A eles, também a pergunta deve ser feita. — Se acreditam que a Moral da Igreja mudou, como ainda se dizem católicos? E se, permitem às suas penitentes que usem biquíni, com que direito se inculcam como padres católicos?

* * *

“Obviamente, a pergunta vai ainda mais longe. Das pessoas de sexo feminino que participam da agressão sexual, inúmeras aprenderam, no Catecismo, que a Moral católica não muda.

“— Se elas acham que mudou, como podem admitir a infalibilidade e a divindade da Igreja?

“— E se acham que não mudou, como querem ser tomadas como católicas?

* * *

“Mas — dirá alguém — usar biquíni é pecado contra o 6º ou o 9º Mandamento, conforme o caso. Contudo, uma pessoa não peca contra a Fé por violar um desses Mandamentos. Logo, minha argumentação é sem base.

"Evidentemente, não digo que quem fabrica ou vende biquínis, ou os usa, peca contra a Fé. Mas quem afirma, implícita ou explicitamente, que a Moral da Igreja mudou, este sim, peca contra a Fé.

* * *

“E daí uma pergunta que, também a propósito da conduta face ao comunismo e de diversos outros assuntos, pode ser feita: quem ainda é católico apostólico romano dentro desse imenso magma de 600 milhões de pessoas — cardeais, bispos, sacerdotes, religiosos e leigos — habitualmente tidos como membros da única e imperecível Igreja de Deus?” https://www.pliniocorreadeoliveira.info/FSP_75-01-05_Quem_ainda.htm

* * *

Meio século se passou desde a publicação desse artigo. A revista America, dos Jesuítas americanos, celebra com triunfalismo, exatamente a frase: a Igreja está mudando. Já não se trata de fabricar ou vender biquínis. A matéria de Fiducia Supplicans, provocou reações sadios em episcopados, bispos, cardeais, sacerdotes que manifestam publicamente sua rejeição à bênção aos recasados ou à duplas lgbt.

Os lobbyes lgbt celebram pelo mundo afora aquilo que consideram sua grande vitória na publicação de Fiducia Supplicans

Irá o Vaticano desautorar a revista dos Jesuítas americanos e reafirmar que a doutrina católica não muda?

Rezemos e aguardemos.

Blasfêmias proliferam

Transcrevo de LifeSiteNews:

Sejamos realistas: o poderoso movimento político global LGBT – uma subsidiária integral do neomarxismo acordado no mundo secular e dentro da Igreja – aproveitou a oportunidade: eles entendem o que a mensagem distorcida do Papa em Fiducia Supplicans significa para o futuro do Igreja muito melhor do que os prelados, padres e teólogos católicos que servem como seus apologistas.

Preferimos não publicar a blasfêmia (estampada na notícia) da Santa Cruz envolta com o tradicional lençol … desta vez com as cores do movimento lgbt.

Nesse fim de ano imploremos à Sagrada Família uma especial proteção da Santa Igreja e façamos uma reafirmação de nossa Fé, uma súplica para que esses dias de humilhação da Esposa Imaculada do Cordeiro, sejam abreviados.

Detalhes do artigo

Autor

Marcos Machado

Marcos Machado

482 artigos

Pesquisador e compilador de escritos do Prof. Plinio. Percorreu mais de mil cidades brasileiras tomando contato direto com a população, nas Caravanas da TFP. Participou da recuperação da obra intelectual do fundador da TFP. Ex aluno da Escola de Minas de Ouro Preto.

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